A Gerência de Planejamento (GPL) da Emater/RS-Ascar, por meio do Núcleo de Informação, Inovação e Análise (NIIA), concluiu o levantamento inicial para a safra de verão 2026/2027, gerando um panorama detalhado das intenções de plantio e das expectativas de produtividade para as principais culturas do Rio Grande do Sul.

Com uma abrangência praticamente total do território estadual, a pesquisa reflete o momento de decisão dos produtores, que contrapesam fatores climáticos, econômicos e de crédito para definir o desenho da próxima temporada produtiva.

O levantamento da intenção de plantio, cujos dados foram coletados entre 10 e 24/08, apresenta uma cobertura quase censitária: a soja, principal cultura do Estado, foi verificada
em 99,98% dos municípios (436); o milho em 99,99% (489 municípios); o milho silagem, em 99,56% (485); e o feijão 1ª safra, em 94,64% dos municípios (368).

Os resultados consolidados indicam área total plantada de 8,43 milhões de hectares, ligeiramente inferior (-0,37%) à safra anterior, mas com produção projetada de 35,64 milhões de toneladas, representando aumento de 8,64%. Esse desempenho é influenciado principalmente pela recuperação da produƟvidade da soja, que, mesmo com a retração de área de 0,92%, deve alcançar produção de 21,15 milhões de toneladas, sendo 15,32% superior ao ciclo anterior. O milho, por sua vez, amplia sua área em 7,42%, totalizando 896,4 mil hectares com produção esƟmada em 6,91 milhões de toneladas.

Contudo, o cenário econômico não está uniforme. As cotações atuais de soja, milho e feijão, apesar dos movimentos distuntos de recuperação, continuam abaixo das médias históricas, o que indica que as decisões de plantio não têm sido motivadas por um ambiente de valorização generalizada das commodities. Outros fatores como risco climático, restrições de crédito e endividamento dos produtores também influenciam as escolhas.

A perspectiva de atuação do El Niño, com possibilidade de maior disponibilidade hídrica ao longo do ciclo, poderá favorecer a recuperação das produtividades em relação à temporada produtiva anterior. Porém, a ocorrência de precipitações excessivas pode gerar dificuldades na implantação e no desenvolvimento das lavouras. Entre os possíveis efeitos estão o atraso da semeadura, a maior incidência de doenças e a dificuldade de realização das operações mecanizadas no campo, o que demanda mais atenção e necessidade de planejamento dos produtores.

Fonte: Emater/RS


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FONTE

Autor:Emater/RS

Site: Informativo Conjuntural

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