Os preços da soja voltaram a atingir patamares históricos, ultrapassando a casa de R$ 160 por saca, nas principais praças do país durante o mês de setembro. A falta de produto disponível e a demanda agressiva, ainda que localizada, por parte dos compradores, impulsionou as cotações, ainda que as operações tenham sido restritas e localizadas.

Tomando como base a praça de Rondonópolis (MT), a saca iniciou setembro a R$ 132,00 por bushel. No encerramento do mês, o preço era de R$ 162,00, nível que persistiu no início de outubro. A alta no mês foi de 23%. Desde o início do ano, o preço praticamente dobrou, valorizando 96,4%.

Além da escassez de produto disponível e da aceleração nas vendas antecipadas da próxima safra e negócio envolvendo ainda a safra 2021/22, o mercado encontrou sustentação também nos dois principais referenciais para a formação das cotações mundiais.

Em Chicago, os contratos futuros negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago subiram mais 7,5% na posição novembro no mês passado e 15,4% no trimestre, se mantendo acima de US$ 10 por bushels na maior parte do período. A demanda chinesa pela soja americana e o corte nos estoques dos Estados Unidos ajudaram a sustentar as cotações.

O mercado em Chicago subiu na primeira quinzena de setembro, atingindo os melhores níveis em mais de dois anos. Com a evolução da colheita nos Estados Unidos e por realização de lucros, o mercado recuou na segunda quinzena, mas se recuperou nas últimas sessões.

O dólar comercial também subiu em setembro, acumulando valorização de 2,56% e buscando o patamar de R$ 5,70. Com o aumento nos casos de covid na Europa, a economia global voltou a ser motivo de preocupação e deu sustentação à moeda americana. Internamente, os agentes se preocupam com o compromisso do governo com a política fiscal.

Fonte: Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Safras e Mercados
Autor: Dylan Della Pasqua - Agência SAFRAS

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