A produção dos Estados Unidos para a safra 26/27 de soja foi estimada em 121,79 mi de t no relatório do USDA de julho/26, volume 5,00% superior ao registrado na safra 25/26. Esse movimento foi sustentado pelo aumento da área destinada à cultura, que foi prevista em 34,16 mi de hectares, incremento de 4,93% ante a safra anterior, dada a maior atratividade da oleaginosa em relação ao milho no país.

Já em relação às exportações norte-americanas, diante da demanda aquecida da China pelo grão, o departamento projetou embarques de 45,18 mi de t para a safra 26/27, alta de 9,21% no comparativo entre safras, e de 1,84% em relação à estimativa anterior. No entanto, apesar do ritmo favorável da safra, o clima segue como ponto de atenção no cenário atual, uma vez que as previsões indicam calor e redução das chuvas em parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos, condição que tem impactado o desenvolvimento das lavouras.

Confira os principais destaques do boletim:
  • RETRAÇÃO: influenciado pela retomada das tensões entre EUA e Irã, com impacto sobre os preços do petróleo, a moeda norte-americana registrou queda de 0,77% ante a semana anterior.
  • AUMENTO: com a valorização dos coprodutos da soja na Bolsa de Chicago, o preço do farelo de soja em Mato Grosso apresentou alta de 1,47% no comparativo semanal.
  • VALORIZAÇÃO: o preço da soja em Mato Grosso registrou alta de 1,66% frente a semana anterior, encerrando o período na média de R$ 112,64/sc.
Preços favoráveis e necessidade de espaço nos armazéns sustentam comercialização de soja.

A comercialização da safra 25/26 alcançou 87,68% da produção no estado, avanço de 6,64 p.p. em relação a mai/26 e de 5,75 p.p. acima do observado no mesmo período da safra 24/25. Com esse desempenho, Mato Grosso registrou um dos maiores percentuais comercializados para junho em toda a série histórica do Instituto, influenciado pela maior necessidade de espaço para o armazenamento de mais uma safra robusta de milho que está sendo colhida, bem como pela alta nas cotações, que ultrapassou a margem de R$120,00/sc ao longo do último mês.

No que se refere à safra 26/27, a comercialização atingiu 23,33% da produção estimada, avanço de 4,84 p.p. frente a mai/26 e de 5,83 p.p. acima do registrado no mesmo período da safra anterior. Já o preço médio negociado da safra futura foi de R$ 110,75/sc, valorização de 1,50% em relação ao mês anterior.

Fonte: IMEA


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