Cada vez mais tem-se exigido do produtor rural a utilização correta e criteriosa de agrotóxicos. Dessa forma, conhecer apenas o produto a ser aplicado não é suficiente, também, é fundamental encontrar a forma correta de aplicação para garantir que o produto alcance o alvo de forma eficiente, uma vez que as perdas nas aplicações pulverizadas podem ultrapassar 65% do total aplicado segundo Chaim et al., 2000.

Dentre as ferramentas que podem ajudar na redução de perdas nas aplicações, destaca-se o uso da eletrostática, que consiste em um sistema que carrega eletricamente as gotas. A pulverização eletrostática tem por objetivo produzir gotas carregadas eletricamente, essa carga elétrica provoca uma força de atração entre as gotas e a superfície da planta. Isso faz com que ocorram menores perdas por deriva, pois há maior entrega de gotas, melhor deposição nos alvos, eficiência de aplicação, eficácia dos defensivos, sanidade das culturas, e consequentemente, potencial produtivo.

A eficiência desse método pode variar em função das características de cada aplicação, entretanto, em qualquer situação sempre ampliará o grau de deposição pela atração elétrica entre as gotas e o alvo.


Veja também: Conheça um pouco mais a respeito da pulverização eletrostática


Esse sistema de pulverização pode reduzir as perdas por deriva em 50% quando comparado ao tradicional praticado segundo estudo realizado por Zhou et al., 2012. Gotas finas podem aumentar a cobertura das aplicações, porem estão mais suscetíveis à deriva. Por outro lado, gotas grossas são menos propensas a isso, mas são mais sujeitas a não se fixarem no alvo e escorrerem para o solo.

Com isso, a taxa de aplicação deve ser ajustada de forma a permitir um molhamento adequando das folhas e que ocorra o mínimo de perda por escorrimento das gotas. Veja, abaixo, as vantagens da utilização do sistema de pulverização eletrostática:

  • Maior rendimento dos defensivos agrícolas;
  • Menor perda por evaporação;
  • Menor perda para o solo;
  • Menor perda por deriva;
  • Melhor absorção dos defensivos;
  • Melhor cobertura;
  • Maior entrega de defensivos na planta;
  • Redução do consumo de combustível;
  • Redução do tempo de reabastecimento e preparo da calda;
  • Economia de água;
  • Menos risco de contaminação da lavoura vizinha;
  • Redução do tempo de reabastecimento e preparo da calda.

Abaixo, podem ser observados alguns resultados que comparam a pulverização convencional com a eletrostática, obtidos pela tecnologia de pulverização eletrostática TSBjet, que funciona em condições extremas de umidade e molhamento dos módulos indutores, sem entrar em colapso de funcionamento em condições de campo, mesmo após inúmeras aplicações sem qualquer tipo de limpeza.

Figura 1: Aplicações realizadas com a ponta de pulverização Cone Vazio em soja R3:

Fonte: TSBJet -Pulverização Eletrostática.

Fonte das informações destacadas no texto: TSBJet, Pulverização eletrostática na cultura do feijão.



Elaboração: Engenheira Agrônoma Andréia Procedi – Equipe Mais Soja com informações da TSBJet

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