No Rio Grande do Sul, 3% das lavouras encontram-se em desenvolvimento vegetativo, 8% delas em fase de floração, 64% estão na fase de enchimento do grão, em 27% delas o trigo encontra-se em maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita) e foi colhido 1% das lavouras.

Nesta safra, a área estimada pela Emater/RS-Ascar para o cultivo do trigo é de 739,4 mil hectares. A área de cultivo de trigo no RS corresponde a 37% da área brasileira de plantio com o grão Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí (30% da área do Estado), que engloba os Coredes Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, em 5% da área de 221 mil hectares a cultura encontra-se na fase de floração, 63% na fase de enchimento do grão, 30% em maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita) e 2% das lavouras estão colhidos.

A alta umidade, as chuvas fortes e os ventos moderados da semana preocuparam os produtores. Tais condições produziram acamamento de plantas em pontos isolados das lavouras, principalmente onde a densidade está um pouco acima da ideal, mas sem comprometer o potencial produtivo. A cultura vem evoluindo rapidamente para o final do ciclo, com a maioria das lavouras em final de enchimento de grãos e maturação. A colheita avançou pouco e há um pequeno número de lavouras prontas para colher.

As primeiras lavouras colhidas indicam bom potencial produtivo, confirmando a expectativa de boa safra. Lavouras colhidas apresentam rendimento entre 52 e 64 sacas por hectare. A qualidade do grão responde aos padrões ideais para a industrialização, com PH acima de 80.

Na regional de Santa Rosa (27% da área de trigo do Estado), que compreende os Coredes Fronteira Noroeste e Missões, 2% da cultura encontra-se em floração, 57% em enchimento de grãos, 40% em maturação e apenas 1% foi colhido. A cultura vem se desenvolvendo em boas condições, dentro das expectativas, com bom aspecto e boa sanidade. A colheita foi iniciada, apresentando rendimento médio acima estimado e com produto de boa qualidade. A maioria das lavouras está em fase de maturação, e a colheita se intensifica durante essa semana. Com a ocorrência de fortes chuvas no final da semana passada, houve acamamento em algumas lavouras de variedades de porte alto.

Em áreas já colhidas em Tuparendi, foi atingida produtividade média de 65 sacas por hectare; produto com PH 80. Nas Missões ocorreram colheitas com produtividade acima das 65 sacas por hectare com PH 82, o que melhora a cotação do produto.

Na regional de Frederico Westphalen (14% da área no Estado), que corresponde aos Coredes Rio da Várzea e Médio Alto Uruguai, 71% das lavouras encontram-se na fase de enchimento do grão e 29% em maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita).

Na regional de Passo Fundo (6,5% da área com trigo no Estado), que engloba os Coredes Produção e Nordeste, 10% das áreas estão na fase de floração e 90% na fase de enchimento do grão. Os produtores continuam a realizar monitoramento de pragas e doenças, além de aplicações de tratamentos fitossanitários. Destaque para os municípios de Não-Me-Toque (com seis mil hectares) e Lagoa Vermelha (com quatro mil hectares), cujo rendimento em 2018 foi de 3,6 toneladas por hectare, acima da média do Estado, que é de 2,4 toneladas por hectare.

Na regional da Emater/RS-Ascar de Santa Maria (5,5% da área do Estado), que engloba os Coredes Central, Vale do Jaguari e Jacuí Centro, as lavouras de trigo apresentam-se em bom estado. Os triticultores já fizeram em média duas aplicações preventivas de fungicidas. É baixa a incidência de pragas até o momento.

Em 2% da área, o trigo encontra-se na fase de floração, 63% na fase de enchimento do grão e 35% na fase de maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita). Na região, as maiores áreas estão situadas em Tupanciretã, com 14,8 mil hectares; Santiago, com 5,5 mil hectares; Júlio de Castilhos e Capão do Cipó, com estimativa de cinco mil hectares de área cultivada com trigo em cada município.

Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé (5,1% da área com trigo no Estado), que engloba os Coredes Campanha e Fronteira Oeste, a fase é de desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e alongamento dos colmos) em 1% das lavouras; em 9%, a fase é de floração; 50% delas encontram-se na fase de enchimento do grão e 40% em maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita).

Os municípios com maior estimativa de área cultivada com a cultura do trigo são os seguintes: São Borja, com 13 mil hectares (60% na fase de enchimento do grão e 40% em maturação); Itaqui, com seis mil hectares (30% em enchimento do grão e 70% em maturação) e São Gabriel, com quatro mil hectares (5% na fase de desenvolvimento vegetativo, 10% em floração, 50% na fase de enchimento do grão e 35% em maturação).

Na regional de Caxias do Sul (4% da área do Estado), que corresponde aos Coredes Serra, Campos de Cima da Serra e Hortênsias, as lavouras apresentam as seguintes fases: 65% em floração, 25% em enchimento do grão e 10% das lavouras estão em maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita). Nos Campos de Cima da Serra, as lavouras se encontram na fase de espigamento e floração e algumas em início de formação de grãos. O aspecto continua muito bom, com as plantas com coloração verde-escuro e uniformidade no desenvolvimento, indicando ótima expectativa de safra.

A volta do tempo seco e de temperatura amena, após quatro dias consecutivos de chuva, mantém a boa sanidade das lavouras. Nos municípios de menor altitude na região da Serra, as lavouras se encontram na fase de enchimento de grãos, exigindo a aplicação de fungicidas para manter as lavouras com baixa incidência de doenças.

Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim (com 3,3% da área do Estado), que corresponde ao Alto Uruguai, 35% das lavouras de trigo estão em floração e 65% na fase de enchimento do grão. No geral, apresentam bom estado de desenvolvimento.

Destaque para os municípios de Sertão, com quatro mil hectares; Cruzaltense, com dois mil hectares; e Ipiranga do Sul, com 1,8 mil hectares. Na regional de Soledade (com 3% da área com trigo no Estado), que engloba os Coredes Alto da Serra do Botucaraí e Vale do Rio Pardo, 5% das lavouras de trigo estão em floração, 90% na fase de enchimento do grão e 5% em maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita). O período de tempo firme, porém com umidade satisfatória do solo, associado à radiação solar intensa e às temperaturas amenas/elevadas, favoreceu a cultura que entrou na fase predominante de enchimento de grãos.

Com tal condição climática, os triticultores puderam realizar os tratamentos fúngicos preventivos para o controle da giberela; essa doença é de infecção floral, de difícil controle e é favorecida por clima chuvoso (duração contínua de molhamento superior a 48 horas e temperatura na faixa de 20 a 25°C). A previsão de chuvas, anunciada com antecedência pela meteorologia oficial, é uma ferramenta importante para tomada de decisão relativa ao controle. O aspecto geral das lavouras é bom, com boa sanidade por conta dos tratamentos fúngicos que continuam sendo realizados.

As lavouras conduzidas com boa tecnologia apresentam ótimo potencial produtivo, e aquelas semeadas no início do período recomendado entram em maturação fisiológica.

Mercado (saca de 60 quilos)

Segundo o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar, o preço médio semanal do trigo no Rio Grande do Sul foi de R$ 39,73/sc., reduzindo 1,49% em relação ao da semana anterior algumas em início de formação de grãos.

O aspecto continua muito bom, com as plantas com coloração verde-escuro e uniformidade no desenvolvimento, indicando ótima expectativa de safra. A volta do tempo seco e de temperatura amena, após quatro dias consecutivos de chuva, mantém a boa sanidade das lavouras. Nos municípios de menor altitude na região da Serra, as lavouras se encontram na fase de enchimento de grãos, exigindo a aplicação de fungicidas para manter as lavouras com baixa incidência de doenças.

Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim (com 3,3% da área do Estado), que corresponde ao Alto Uruguai, 35% das lavouras de trigo estão em floração e 65% na fase de enchimento do grão. No geral, apresentam bom estado de desenvolvimento.

Destaque para os municípios de Sertão, com quatro mil hectares; Cruzaltense, com dois mil hectares; e Ipiranga do Sul, com 1,8 mil hectares. Na regional de Soledade (com 3% da área com trigo no Estado), que engloba os Coredes Alto da Serra do Botucaraí e Vale do Rio Pardo, 5% das lavouras de trigo estão em floração, 90% na fase de enchimento do grão e 5% em maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita).



O período de tempo firme, porém com umidade satisfatória do solo, associado à radiação solar intensa e às temperaturas amenas/elevadas, favoreceu a cultura que entrou na fase predominante de enchimento de grãos. Com tal condição climática, os triticultores puderam realizar os tratamentos fúngicos preventivos para o controle da giberela; essa doença é de infecção floral, de difícil controle e é favorecida por clima chuvoso (duração contínua de molhamento superior a 48 horas e temperatura na faixa de 20 a 25°C).

A previsão de chuvas, anunciada com antecedência pela meteorologia oficial, é uma ferramenta importante para tomada de decisão relativa ao controle. O aspecto geral das lavouras é bom, com boa sanidade por conta dos tratamentos fúngicos que continuam sendo realizados. As lavouras conduzidas com boa tecnologia apresentam ótimo potencial produtivo, e aquelas semeadas no início do período recomendado entram em maturação fisiológica.

Fonte: Emater/RS

Texto originalmente publicado em:
Informativo Conjuntural n° 1575
Autor: Emater/RS

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