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Milho em Chicago: média de junho ficou em US$ 4,39/bushel, com recuo de 3,3% sobre maio

Quanto ao milho, nesta primeira semana de julho, mais curta devido ao feriado do Dia da Independência nos EUA, ocorrido na quinta-feira (04/07), o bushel, em Chicago, recuou, rompendo o piso dos US$ 4,00, ao bater em US$ 3,97 no dia 28/06. Este valor é o mais baixo desde o dia 02/11/2020, ou seja, há mais de três anos e meio. Na sequência, o fechamento do dia 03/07 (quarta-feira) ficou em US$ 4,03/bushel, contra US$ 4,13 no dia 27/06.

Vale registrar que a média de junho ficou em US$ 4,39/bushel, com recuo de 3,3% sobre maio. Para comparação, lembramos que a média de junho do ano passado foi de US$ 6,15/bushel. Ou seja, 12 meses depois, o bushel de milho, em Chicago, está 28,6% mais baixo. Dito de outra forma, em termos médios mensais, o mesmo perdeu US$ 1,76/bushel no período.

Também aqui o mercado espera, agora, o relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para o dia 12/07. Por sua vez, o relatório de plantio, anunciado em 28/06, indicou uma redução na área semeada com milho, nos EUA, de 3%. A mesma ficou em 37 milhões de hectares. Já os estoques trimestrais do cereal, na posição 1º de junho, também aumentaram 22% sobre o mesmo período do ano passado, atingindo a 126,7 milhões de toneladas.

Dito isso, no dia 30/06 a qualidade das lavouras estadunidenses de milho apresentava 67% em condições entre boas a excelentes, 24% regulares e 7% entre ruins a muito ruins. Além disso, 11% das lavouras do cereal estavam em fase de embonecamento, contra 6% na média.

Já no mercado brasileiro, a primeira semana de julho fechou com a média gaúcha valendo R$ 57,50/saco, enquanto as principais praças locais permaneceram com R$ 55,00. Por outro lado, nas diferentes regiões brasileiras os preços oscilaram entre R$ 37,00 e R$ 59,00/saco. E na B3, o fechamento da quarta-feira, dia 03/07, registrou preços entre R$ 56,64 (julho) e R$ 66,15/saco (janeiro/25) para os contratos mais próximos.

Dito isso, a colheita do milho safrinha, no dia 27/06, teria atingido a 49% da área total plantada no Centro-Sul brasileiro. (cf. AgRural) Esta segunda safra de milho nacional, que está sendo colhida, deve ficar em 92,9 milhões de toneladas. Com isso, a produção total de milho do Brasil, em 2023/24, foi estimada em 121,2 milhões de toneladas (cf. StoneX). Lembrando que a Conab espera um volume menor, com a safrinha ficando em 88,1 milhões de toneladas e a safra total final em 114,1 milhões de toneladas. No ano anterior, segundo a Conab, a produção final havia sido de 131,9 milhões de toneladas. Isso significa que o recuo neste ano, pelos dados da entidade pública, foi de 13,5%.

Enquanto isso, a StoneX projeta uma exportação final de milho, por parte do Brasil, ao redor de 40 milhões de toneladas no atual ano comercial, contra 54,6 milhões no ano anterior.

E no Mato Grosso, a safra final de milho atingiria, neste ano, um total de 47,3 milhões  de toneladas, ou seja, 9,9% a menos do que o registrado um ano antes. Até o início de julho a colheita da safrinha atingia 62,4% da área. (cf. Imea)

Já no Paraná, segundo o Deral, a colheita da safrinha atingia a 53% da área no início de julho, com a mesma sendo esperada em 12,9 milhões de toneladas, ou seja, 9% menor do que o colhido no ano anterior.

Enfim, no Mato Grosso do Sul, segundo a Famasul, a colheita da segunda safra chegava a 15,3% da área na virada do mês, sendo que a produção final deverá ficar em 11,4 milhões de toneladas naquele Estado, ou seja, 19,2% abaixo do colhido no ano anterior.

 CEEMA UNIJUÍ – Prof. Dr. Argemiro Luís Brum – Comentários referentes ao período entre 28/06/2024 e 04/07/2024 

FONTE

Autor: Prof. Dr. Argemiro Luís Brum

Site:  CEEMA UNIJUÍ

Equipe Mais Soja
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