Embora adversidades climáticas pontuais tenham sido registradas em algumas regiões produtoras, sobretudo durante a fase de estabelecimento da cultura da soja, o mês de Dezembro foi caracterizado por volumes de precipitação satisfatórios na maior parte das áreas de cultivo. Esse cenário resultou em boa disponibilidade hídrica do solo em regiões dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, Minas Gerais e São Paulo. Em contrapartida, nos estados da Região Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, as condições de umidade do solo permanecem em níveis intermediários.

Com relação aos volumes previstos de chuva para o início de Janeiro, os modelos climatológicos indicam a manutenção das chuvas, com menor intensidade em determinadas regiões do Brasil como Nordeste e volumes variando entre 80 e 100 mm para o Centro-Oeste brasileiro.

Já com relação as anomalias das precipitações para o mês de Janeiro, há divergências entre modelos, especialmente para as regiões do Mato Grosso e Goiás. Enquanto o modelo do INMET demonstra chuvas acima da média para essas regiões, o modelo do NOAA demonstra chuvas abaixo da média para o período. Contudo, ambos os modelos convergem com relação a região Sul do Brasil, indicando chuvas acima da média para o período.

Figura 1. Anomalia das precipitações para Janeiro de 2026. À esquerda, modelo INMET, à direita modelo NOAA.
Fonte: Prof Fábio Marin (2026)

Com relação a previsão de anomalias de precipitação para o mês de Fevereiro, Fábio Marin chama atenção para a redução do volume previsto de chuvas, uma vez que os modelos climatológicos indicam chuvas abaixo da média para o período, na maioria das regiões produtoras do Brasil, sugerindo que Fevereiro será mais seco.

Figura 2. Anomalia das precipitações para Fevereiro de 2026. À esquerda, modelo INMET, à direita modelo NOAA.
Fonte: Prof Fábio Marin (2026)

Vale destacar que, enquanto em algumas regiões produtoras de soja, como o Sul do Brasil, a cultura ainda se encontra predominantemente nos estádios de desenvolvimento vegetativo e de florescimento, no Centro-Oeste, especialmente no estado de Mato Grosso, a colheita da soja já teve início (IMEA, 2026).

Nesse contexto, a redução dos volumes de precipitação pode favorecer o avanço da colheita nas áreas em estádio mais avançado; entretanto, caso as projeções de menor ocorrência de chuvas se confirmem, esse cenário pode comprometer o desenvolvimento e o desempenho produtivo das lavouras que ainda se encontram em fases fenológicas críticas.

Para Março, há uma tendência que os volumes de chuvas voltem a se normalizar, ficando dentro da média para a maioria das regiões do país. Com relação aos fenômenos ENSO, há tendencia é que o La Niña apresente baixa intensidade, reduzindo sua influência a partir do mês de Fevereiro, voltando a condição de neutralidade.

Figura 3. Previsão de ocorrência dos fenômenos ENSO. (6 de janeiro de 2026).
Fonte: Prof Fábio Marin (2026)

Confira abaixo as atualizações trazidas pelo Professor Fábio Marin no Boletim Tempocampo/Esalq de Janeiro de 2026.


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Referências:

IMEA. COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA. IMEA, Boletim semanal: Soja, 2026. Disponível em: < https://imea.com.br/imea-site/arquivo-externo?categoria=relatorio-de-mercado&arquivo=bs-soja&numeropublicacao=879&_gl=1*12loylt*_ga*MTQwNzY0NDEwMy4xNzY4MzAxMDY5*_ga_243H7NMKPD*czE3NjgzMDEwNjkkbzEkZzEkdDE3NjgzMDEzMzYkajQ5JGwwJGgw >, acesso em: 13/01/2026.

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