Na última semana (19 a 23/01), o preço do milho na B3 encerrou com média de R$ 69,95/sc, registrando alta de 1,09% em relação à semana anterior (12 a 16/01). Esse movimento de alta no preço do milho no Brasil, foi um reflexo da valorização observada na Bolsa de Chicago, impulsionada pelo mais recente relatório de vendas externas do USDA, que indicou elevado volume exportado pelos Estados Unidos, fator que tem dado suporte às cotações internacionais.
Apesar desse movimento pontual de alta, ao longo do mês prevaleceu na B3 uma tendência de recuos recorrentes, reflexo principalmente do avanço da semeadura do milho no país e das boas perspectivas para a safra 25/26. Esse cenário tem levado as cotações a retornarem para patamares mais próximos da tendência observada anteriormente, sustentado por estoques iniciais elevados e pela expectativa de produção robusta, configurando um ambiente de ampla oferta e de pressão baixista sobre os preços do milho no mercado doméstico.
Confira os principais destaques do boletim:
- VALORIZAÇÃO: o preço do milho em Chicago finalizou a semana com alta de 0,70% ante a semana anterior, sustentado pela maior demanda pelo milho para produção de etanol.
- RETRAÇÃO: o preço do milho no estado caiu 1,05% na última semana, pressionado pela maior disponibilidade física do cereal no mercado, encerrando o período na média de R$ 47,28/sc.
- BAIXA: na última semana, o preço do milho no Cepea encerrou em média de R$ 67,20/sc, resultando em uma redução de 2,00% ante a semana anterior.
Até a última sexta-feira (23/01), a semeadura do milho em MT alcançou 7,76% da área total estimada na safra 25/26.
Dessa forma, os trabalhos a campo registraram um avanço semanal de 4,97 p.p., mantendo-se 6,61 p.p. e 4,16 p.p. à frente do mesmo período da safra passada e da média das últimas cinco safras, respectivamente. Entretanto, para os próximos dias, segundo o NOAA, as indicações pluviométricas apontam volumes acumulados entre 45 mm a 65 mm em grande parte do estado o que pode comprometer o avanço da colheita da soja e, consequentemente, a semeadura do milho.
Vale destacar que as projeções indicam que 75,76% da área de milho da safra 25/26 deverá ser semeada dentro da janela considerada ideal, percentual 0,68 p.p. acima da média das últimas cinco safras. Por fim, no que se refere às regiões mais adiantadas do estado, destacam-se o Médio-Norte e o Noroeste, que atingiram 12,16% e 9,79% da área semeada na última semana, nesta ordem.
Fonte: IMEA




