Segundo o Imea, em dez/25 Mato Grosso esmagou 1,10 milhão de t de soja, alta de 9,02% frente a dez/24. Desse modo, o acumulado de esmagamento em 2025 registrou um aumento de 2,58% ante 2024 e ficou 15,44% acima da média dos últimos cinco anos, totalizando 13,01 milhões de t processadas.

Esse avanço foi impulsionado, principalmente, pela ampliação da capacidade de esmagamento das indústrias no estado, que cresceu 4,21% em relação a 2024. Além disso, a maior demanda por óleo de soja em MT, decorrente do aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel para 15% em ago/25, também contribuiu para o resultado. Quanto à margem bruta de esmagamento, em 2025 ficou em média a R$ 549,53/t, alta de 31,88% frente a 2024, sustentada pela valorização do óleo de soja, que exibiu elevação de 27,37% no comparativo anual. Por fim, em 2026, o Imea projeta que o esmagamento de soja continue em alta, alcançando 13,24 milhões de t.

Confira os principais destaques do boletim:
  • REDUÇÃO: o indicador paridade mar/26 exibiu um decréscimo de 0,74% na última semana, encerrando o período na média de R$ 99,19/sc.
  • QUEDA: com o avanço da colheita de soja em Mato Grosso, o preço do grão registrou uma desvalorização de 1,02% no comparativo semanal.
  • MENOR: o diferencial de base MT/CME apresentou baixa de 14,19% em relação à semana anterior, motivado pela valorização do preço da soja em Chicago.
Segundo o INMET, o mês de jan/26 tem sido marcado por índices pluviométricos elevados em Mato Grosso.

Nos últimos quinze dias, os acumulados variaram entre 90 mm e 150 mm. Apesar desse cenário, esses volumes foram inferiores aos observados no mesmo período da safra passada, o que permitiu que a colheita da oleaginosa avançasse em ritmo superior à média histórica, e ao registrado na safra anterior. Além disso, a projeção do NOAA para a última semana de jan/26 indica volumes de chuvas entre 45 mm e 65 mm na maior parte do estado.

Na análise de médio prazo, o modelo Ensemble Mean aponta que as anomalias de precipitação para fev/26 deverão ser negativas, entre 1 e 2 mm por dia, o que, se confirmado, deve beneficiar o progresso das máquinas e mitigar as perdas por grãos avariados. Por fim, para mar/26, a projeção estima a retomada das precipitações à normalidade, fator que deve contribuir para o desenvolvimento do milho de segunda safra.

Fonte: IMEA



 

FONTE

Autor:IMEA

Site: Boletim Semanal da Soja

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