Na última quinta-feira (05/02), a Secex divulgou o primeiro dado de 2026 referente ao volume exportado de milho pelo Brasil em jan/26. O país exportou 4,25 mi de t, volume 18,17% superior ao registrado no mesmo mês do ciclo anterior e 7,86% acima da média das últimas cinco safras. Em jan/26, o Irã foi o principal destino do milho brasileiro, com mais de 1,23 mi de t embarcadas, respondendo por 28,94% do total exportado pelo país.
No que se refere ao volume escoado de Mato Grosso, o estado respondeu por 67,56% das exportações nacionais, totalizando 2,53 mi de t, conforme o último levantamento da Secex,
volume 46,02% superior ao da safra passada e 8,39% acima da média das últimas cinco safras. Entre os destinos, o Vietnã se destacou como principal comprador, com 577,97 mil t. Esse desempenho reforça a demanda aquecida de importantes mercados asiáticos, cenário que sustenta o ritmo dos embarques e tende a favorecer o escoamento da safra ao longo dos próximos meses.
Confira os principais destques do boletim:
- VALORIZAÇÃO: na última semana, o diferencial de base entre Mato Grosso e a CME apresentou alta de 11,38%, reduzindo a diferença de preços entre o milho brasileiro e o norte-americano.
- ALTA: o dólar Ptax apresentou valorização de 0,33% na última semana, resultado de desdobramentos no cenário geopolítico nos EUA, encerrando o período com média de R$ 5,24/US$.
- BAIXA: o preço médio do milho em Mato Grosso registrou queda de 1,19% no comparativo semanal, resultado da baixa procura pelo cereal na primeira semana de fev/26.
Em jan/26, a comercialização do milho da safra 24/25 em MT alcançou 92,36% da produção.
As negociações do milho disponível no estado avançaram 4,07 p.p. no último mês, porém em ritmo inferior ao observado entre nov/25 e dez/25. Essa desaceleração está associada à desvalorização no valor do cereal no estado, que em jan/26 registrou recuo de 5,43%, com preço médio de R$ 45,68/sc.
Quanto à safra 25/26, foi observado avanço mensal de 2,77 p.p. em jan/26, totalizando 32,00% já comercializados. Em relação ao preço do cereal futuro, houve queda mensal de 3,61%, com média de R$ 44,29/sc. Ambos os cenários são explicados pelo menor foco do produtor na comercialização, uma vez que, no momento, a prioridade está voltada à semeadura de milho. A desvalorização do cereal está associada à demanda mais retraída. Além disso, as indústrias realizaram aquisições expressivas ao longo de 2025, mantendo estoques elevados neste início de temporada, o que reduz a necessidade de novas compras no curto prazo.
Fonte: IMEA




