Com lavouras em diferentes estádios fenológicos, especialmente na Região Sul do Brasil, onde a soja varia do desenvolvimento vegetativo à maturação fisiológica (Conab, 2026), torna-se indispensável intensificar os cuidados com o manejo fitossanitário, sobretudo nas áreas com desenvolvimento mais tardio.
Figura 1. Monitoramento semanal das condições das lavouras. Atualização de 09 de Fevereiro de 2026.

Entre as principais preocupações neste momento, destacam-se as condições hídricas do solo e o manejo de doenças. Enquanto parte das regiões enfrenta restrição hídrica, outras registram chuvas intercaladas com períodos firme e temperaturas elevadas, cenário que favorece o avanço de doenças fúngicas, como a ferrugem-asiática, causada por Phakopsora pachyrhizi.
A ferrugem-asiática apresenta elevado potencial destrutivo, ciclo curto e rápida evolução, além de ser facilmente disseminada pelo vento. A presença de água livre sobre as folhas, associada a temperaturas amenas, cria condições ideais para infecção. Em cultivares suscetíveis, as perdas de produtividade podem alcançar até 90% quando medidas de manejo não são adotadas de forma adequada e oportuna.
Na safra atual, os registros da doença em lavouras comerciais têm avançado de forma expressiva. Até o momento, já foram contabilizados 299 casos, conforme atualizações do Consócio Antiferrugem, com maior concentração nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Além das ocorrências em áreas comerciais, há relatos da presença de esporos do patógeno em áreas de cultivo, o que reforça o alerta para regiões próximas aos focos já identificados.
Figura 2. Dispersão dos casos de ferrugem-asiática na safra 2025/2026. Atualização do Consórcio Antiferrugem de 13 de Fevereiro de 2026.

A maior parte dos casos foi registrada em lavouras no estádio R5, fase de enchimento de grãos, considerada altamente sensível a estresses. Nesse período, a cultura intensifica a demanda por água, fotoassimilados e nutrientes, o que amplia o impacto de fatores adversos sobre o rendimento final.
Para maximizar a eficiência do controle, as estratégias de manejo, incluindo a aplicação de fungicidas, devem ser adotadas de forma preventiva ou no início do ciclo da doença. Além disso, para reduzir o risco de resistência do fungo, recomenda-se a rotação de modos de ação e princípios ativos, bem como a inclusão de fungicidas multissítios no programa de manejo.
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Referências:
CONAB. MONITORAMENTO SEMANAL DAS CONDIÇÕES DAS LAVOURAS: 09 DE FEVEREIRO DE 2026. Companhia Nacional de Abastecimento, 2026. Disponível em: < https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/progresso-de-safra/acompanhamento-das-lavouras-02-01-a-08-02-26/monitoramento-das-condicoes-das-lavouras >, acesso em: 13/02/2026.
CONSÓRCIO ANTIFERRUGEM. MAPA DA DISPERSÃO. Consórcio Antiferrugem: Parceria público-privada no combate à ferrugem asiática da soja, 2025. Disponível em: < http://www.consorcioantiferrugem.net/#/main >, acesso em: 13/02/2026.




