Na última semana (16/02 a 20/02), o preço do milho no contrato corrente da CME Group apresentou média de US$ 4,27/bu, registrando recuo de 0,69% em relação à semana anterior, motivado pela maior oferta no mercado. As negociações começaram apenas na terça-feira (17/02), em razão do feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos, o que contribuiu para um ritmo mais lento ao longo da semana.

Apesar da desvalorização, o movimento de baixa foi limitado pelo cenário de demanda mais firme. De acordo com o relatório do USDA de fev/26, a soma do consumo doméstico e das exportações norte-americanas é estimada em 418,36 mi de t, volume 0,61% maior que o levantamento de jan/26, fator que tem sustentado as cotações em Chicago e evitado quedas. Além disso, a expectativa de redução área semeada do milho para safra 26/27 nos EUA, em decorrência da perspectiva de expansão da soja, sinaliza uma tendência de suporte aos preços do cereal no longo prazo, trazendo um cenário mais favorável ao mercado.

Confira os principais destaques do boletim
  • AVANÇO: o dólar Ptax teve alta de 0,48% frente à semana anterior, refletindo a cautela do mercado com o cenário internacional e a sinalização do FED de possível elevação dos juros nos EUA.
  • AUMENTO: na última semana, a paridade de milho para jul/26 cresceu, motivada pela alta nos preços dos portos, que melhoraram a atratividade da exportação no período.
  • QUEDA: o preço do milho na CME Group para o contrato de jul/26 registrou retração de 0,24% no comparativo semanal, e finalizou o período na média de US$ 4,45/bu.
A semeadura do milho da safra 25/26 em MT alcançou 66,33% da área estimada.

Assim, até o dia 20/02, os trabalhos a campo avançaram 20,26 p.p. em relação à semana anterior. O tempo mais firme na maior parte do estado contribuiu para a melhora no ritmo das atividades ao longo da semana. Contudo, mesmo com avanço na última semana, a semeadura do milho em MT passou a ficar abaixo da registrada no mesmo período da safra passada, com atraso de 0,82 p.p. Esse cenário está associado ao ritmo mais lento observado nas regiões Sudeste e Nordeste do estado, que alcançaram 42,00% e 56,82% da área semeada, respectivamente, atrasos de 14,28 p.p. e 5,89 p.p., nesta ordem, em relação ao ciclo anterior.

Nessas regiões, o plantio tardio da soja tem atrasado a colheita do grão, restringindo o andamento das atividades do milho e resultando em uma janela de semeadura mais estreita. Para a próxima semana, de acordo com o NOAA, é esperado um acumulado de chuvas entre 65 e 85 mm, o que tende a favorecer as áreas já semeadas.

Fonte: IMEA



 

FONTE

Autor:IMEA

Site: Boletim Semanal do Milho

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