Em mar/26, a área de cultivo projetada para o algodão em Mato Grosso para a safra 2025/26 se manteve em 1,42 milhão de hectares, representando redução de 8,06% em relação a ciclo 2024/25. Além disso, a produtividade permaneceu estimada em 290,88 @/ha, 7,69% abaixo àda safra passada, com base na média ponderada dos ciclos anteriores.

Dessa forma, no que tange à produção do algodão em caroço, ela foi mantida em 6,21 milhões de toneladas, sendo 15,13% menor que em 2024/25, enquanto a produção de pluma segue prevista em 2,56 milhões de toneladas. O plantio no período adequado aponta indicativos positivos ao desenvolvimento inicial da cultura, com as condições climáticas sendo um dos principais fatores para a definição do desempenho produtivo. Assim, o acompanhamento climático será determinante para o desenvolvimento das estimativas ao longo da safra.

Confira os principais destaques do boletim:
  • BAIXA: o dólar compra Ptax apresentou queda de 1,30% no comparativo semanal, refletindo a maior disposição dos investidores a risco, favorecendo moedas emergentes, como o real.
  • DESVALORIZAÇÃO: o preço do caroço disponível em Mato Grosso registrou variação negativa de 0,37% em relação à semana passada, sendo cotado a R$ 863,15/t.
  • RECUO: a paridade dez/26 caiu 0,17% ante a semana passada, reflexo da desvalorização do dólar, que reduziu a paridade de exportação e limitou os preços no mercado interno.
Em fev/26, o USDA publicou a 1ª estimativa de Oferta e Demanda mundial do algodão safra 26/27.

Segundo o Departamento, a produção global foi projetada em 25,26 mi de toneladas, redução de 3,22% frente à estimativa para a safra passada, refletindo menor produção esperada na China, Brasil e EUA. Em contrapartida, são esperados avanços produtivos na Austrália, Turquia e México, enquanto Índia e Paquistão devem manter seu volume de produção. Em relação ao consumo mundial, este foi estimado em 26,15 mi de toneladas, crescimento de 1,17% ante à projeção da safra anterior, configurando o maior nível em seis anos, embora ainda abaixo do recorde da safra 20/21.

Esse avanço está ligado às perspectivas de crescimento global, à possibilidade de manutenção de juros, tarifas mais baixas nos EUA e aos ajustes das indústrias têxteis às tarifas de 2025, com maior retração da procura por fibras sintéticas. Por fim, os estoques finais globais foram projetados em 15,50 mi de toneladas, recuo de 5,21% em relação ao ciclo 25/26, reforçando um cenário mais equilibrado.

Fonte: Imea



 

FONTE

Autor:IMEA

Site: Boletim Semanal do Algodão

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