A Secex divulgou o relatório de exportações de algodão ocorridas no mês de fev/26. De acordo com os dados, MT representou 62,57% do volume nacional exportado, enviando 169,26 mil t, o terceiro maior volume para um mês de fevereiro em toda a série histórica. No mês, a China continuou a liderar os embarques, com 46,95 mil t, seguida pela Turquia, com 31,96 mil t. Assim, no acumulado do ciclo 2024/25 até o momento (ago/25 a fev/26), MT exportou 1,16 milhão de t, 1,44% a menos em relação ao mesmo período do ciclo anterior.
Ainda, a China também lidera a participação no acumulado, com 24,36% do total, seguida por Bangladesh, com 16,02%. Por fim, um dos principais fatores que contribuíram para o menor volume exportado no acumulado foi o fato de os maiores importadores do ciclo 2023/24, Vietnã e Paquistão, terem reduzido suas importações, sendo o quinto e sexto do ciclo atual, respectivamente.
Confira os principais destaques do boletim:
- ALTA: o preço da pluma Cepea teve elevação de 0,79% em relação à semana passada, com produtores firmes nos valores pedidos e indústrias realizando negócios pontuais.
- QUEDA: o contrato dez/26 da ICE NY recuou 1,09% frente à semana anterior, reflexo de fatores macroeconômicos, câmbio e perspectivas de oferta global.
- DESVALORIZAÇÃO: o preço do óleo de algodão disponível em Mato grosso apresentou queda de 0,24% no comparativo semanal, sendo cotado na média de R$ 5.115,43/t.
O Imea divulgou o novo relatório de comercialização do algodão em Mato Grosso.
Assim, os últimos meses marcaram uma aproximação da comercialização com as médias históricas, devido à intensificação das vendas. Para se ter uma ideia, as negociações da safra 25/26 avançaram 3,74 p.p. em relação a jan/26, atingindo 58,55% até fev/26, 0,50 p.p. abaixo da média das cinco safras anteriores, ao passo que essa diferença chegou a ser de 13,56 p.p. em nov/25.
O cenário está ligado à maior segurança em relação ao que de fato será cultivado no ciclo, visto que a semeadura foi concluída. Além disso, os produtores têm aproveitado momentos pontuais para travar as negociações, conseguindo cotações mais atrativas. Assim, para a safra 26/27, o avanço mensal foi de 2,08 p.p., atingindo 7,43%, atraso de 2,66 p.p. em relação à média dos últimos cinco anos, mesmo com a comercialização iniciando cinco meses após o período de início da safra 22/23, que foi a mais adiantada no comparativo. Por fim, os cotonicultores tendem a avançar de forma pontual, conforme as condições de mercado.
Fonte: Imea




