De acordo com a Conab, a área cultivada de milho no Brasil na safra 25/26 está projetada em 22,41 mi de ha, aumento de 2,61% em relação ao ciclo anterior. Por outro lado, é estimado queda anual de 4,54% na produtividade média (102,84 sc/ha), o que resulta em retração de 2,05% na produção, projetada em 138,27 mi de t. A redução no rendimento está associada aos atrasos na colheita da soja e ao encurtamento da janela de semeadura da segunda safra. Contudo cabe destacar que o desempenho da temporada se configura como a segunda maior produção da série histórica da Companhia, ficando abaixo apenas do recorde obtido na temporada 24/25.
Já a demanda doméstica deve permanecer firme, estimado em 94,56 mi de t, impulsionado pela ração animal e pela indústria de etanol de milho. No que se refere as exportações, foram projetadas em 46,50 mi de t, alta de 11,69% frente à safra 24/25. Diante disso, os estoques finais ficaram estimados em 11,56 mi de t, queda de 8,62% ante ao ciclo anterior.
Confira os principais destaques do boletim
- QUEDA: na última semana, o preço médio do porto de Santos sinalizou queda de 4,99% no comparativo semanal, motivada pelo aumento de oferta de soja nos portos, impulsionado pela finalização da colheita.
- ALTA: o preço do milho na CME – Group corrente finalizou a semana com variação positiva em 2,09% no comparativo semanal, reflexo das tensões geopolíticas sobre o petróleo.
- AUMENTO: a cotação do milho no Cepea encerrou a semana com valorização, registrando variação de 1,66%, e finalizou o período em média de R$ 71,32/sc.
Segundo o USDA, até a 1ª semana de mar/26, as exportações de milho dos EUA da safra 25/26 registraram alta de 40,53% frente à safra anterior.
O volume embarcado pelos EUA atingiu 41,71 mi de t no período. Esse maior escoamento foi impulsionado pelo México, maior comprador, em função da proximidade geográfica o que reduz os custos logísticos, que resultou em aumento de 20,72% nas compras, totalizando 12,84 mi de t. Na sequência, o Japão registrou alta de 40,71%, alcançando 7,53 mi de t, enquanto a Coreia do Sul apresentou o maior incremento, avanço de 111,30% e 4,44 mi de t adquiridas.
Cabe destacar que, juntos, esses três destinos respondem por 59,50% do acumulado das exportações dos EUA. Isso ocorre diante da elevada oferta da safra 25/26 dos EUA, estimada em 432,34 mi de t, volume recorde que pressiona os preços e aumenta a competitividade. Embora não impacte diretamente o Brasil, o milho norte-americano mais barato pode atrair mais importadores devido à logística mais eficiente e aos menores custos.
Fonte: IMEA




