Comentários referentes ao período entre 20/03/2026 e 26/03/2026

A cotação do trigo, para o primeiro mês cotado, após passar a semana abaixo dos US$ 6,00/bushel, fechou a quinta-feira (26) novamente rompendo este teto, ao atingir a US$ 6,05. O movimento de preços esteve, em Chicago, ligado a compras e vendas especulativas.

Na prática, o cenário global está sem mudanças significativas em relação as últimas semanas. A oferta mundial é importante, porém, a guerra no Oriente Médio deu certo fôlego aos preços internacionais.

Dito isso, na semana encerrada em 19/03 os EUA exportaram 458.411 toneladas do cereal, atingindo um total de 19,9 milhões de toneladas no atual ano comercial.

No Brasil, as principais praças gaúchas registraram R$ 58,00/saco, enquanto no Paraná o produto girou entre R$ 63,00 e R$ 64,00/saco. A liquidez continua limitada no mercado nacional, com os moinhos abastecidos no curto prazo. O câmbio com um Real que, apesar das oscilações, vem se mantendo forte, compensa, na importação, o aumento dos preços internacionais.

Pelo sim ou pelo não, o fato é que o mercado nacional projeta um aumento no preço da farinha e, por consequência, no preço do pão ao consumidor final. As últimas informações dão conta de que, no mercado livre, a tonelada de trigo no país já é negociada entre R$ 1.200,00 e R$ 1.400,00 nos principais estados produtores.

No caso do produto importado, os preços são ainda mais elevados e podem ultrapassar R$ 1.700,00 por tonelada. Com tal cenário, é possível que a farinha de trigo registre reajuste entre 5% e 10% a partir de abril. Na prática, está faltando produto de qualidade no país.

Fonte: Ceema



 

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: CEEMA

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