A colheita da soja para a safra 25/26 em MT está em sua reta final, até a última sexta-feira (27/03), os trabalhos a campo haviam alcançado 99,74% dos 13,01 mil de ha previstos para a temporada, avanço de 0,60 p.p. O indicador está 1,35 p.p. acima da média dos últimos cinco anos, mas ainda 0,18 p.p. abaixo do colhido no mesmo período da safra anterior. Em relação às regiões do estado, a Oeste, e Centro-Sul atingiram 99,94%, e 99,55% das áreas finalizadas, respectivamente. Vale destacar que, na região Oeste, apenas os municípios que compõem o Vale do Guaporé ainda não finalizaram as operações.
Por outro lado, as regiões Nordeste (99,47%) e Sudeste (99,38%) seguem com atraso em relação à safra 24/25, reflexo da semeadura e do calendário mais tardio, além das condições climáticas ao longo do ciclo. Desse modo, a expectativa é de que a colheita seja totalmente encerrada na próxima semana. Com isso a produção de soja da safra 25/26 poderá ser a maior da história, projetada em 51,51 milhões de t.
Confira os principais destaques do boletim:
- MAIOR: o diferencial de base MT-CME aumentou 6,00% quando comparado à semana passada, reflexo da valorização do preço da soja em Mato Grosso.
- ALTA: motivado pela valorização do prêmio exportação no Porto de Paranaguá, a paridade
exportação mar/27 exibiu um incremento de 1,36% no comparativo semanal. - POSITIVO: o preço da oleaginosa no indicador Cepea-Paranaguá registrou acréscimo de 0,92% frente à semana passada, encerrando o período na média de R$ 129,93/sc.
Demanda aquecida pelo setor de biodiesel tem elevado os preços do óleo de soja em MT.
Nesse contexto, o avanço dos preços do petróleo no mercado internacional tem elevado o custo do diesel, aumentando a competitividade dos biocombustíveis. Como consequência, o aumento na demanda por biodiesel intensifica a procura por óleo de soja para o esmagamento, principal matéria-prima na produção. Refletindo esse cenário de maior demanda, o preço do coproduto valorizou 1,48% na semana passada, sendo negociado a R$ 5.886,75/t. Em fev/26, a produção de biodiesel no estado atingiu 195.343 m³, alta de 114,38% frente ao mesmo período do ano anterior e 64,07% acima da média dos últimos cinco anos, reforçando o consumo no mercado interno.
Quanto à produção do Brasil, MT respondeu por 22,65% da produção nacional em 2025. Por fim, a ampliação da mistura obrigatória para B16, ainda em 2026, não apenas reduz a necessidade de diesel, mas também aumenta a demanda por óleo de soja. Mesmo com safras recordes, esse movimento contribui para a absorção da oferta e dá suporte aos preços do coproduto no estado
Fonte: IMEA




