Em abr/26, o USDA começou a divulgar o acompanhamento semanal da semeadura da safra 2026/27 nos EUA. Assim, até o dia 27/04, a semeadura do algodão alcançou 16,00% da área projetada para a cultura no país, marcando um avanço semanal de 5,00 p.p. Em relação à safra passada o mesmo se encontra 2.00 p.p. acima da média dos últimos cinco anos, o indicador se encontra 3,00 p.p. acima em ambos os comparativos.
O movimento é puxado pelos trabalhos a campo no estado do Texas, o maior produtor do país, que se encontra com 20,00% da semeadura concluída até o momento. Além disso, a última semana marcou o início dos trabalhos em estados que ainda não haviam começado. Por fim, de acordo com as previsões do NOAA, para as próximas semanas espera-se que as precipitações ocorram dentro da normalidade na maior parte das regiões produtoras do país, o que deve favorecer o avanço da semeadura.
Confira os principais destaques do boletim:
- QUEDA: o dólar compra Ptax apresentou baixa de 0,31% em relação à última semana, em meio à expectativa quanto à prorrogação do cessar-fogo no Oriente Médio.
- ALTA: o preço do poliéster teve elevação de 1,87% frente à semana passada, devido ao aumento nos custos de produção da fibra sintética, sendo cotado a ¢ US$ 43,80/lp.
- APRECIAÇÃO: a paridade dez/26 apresentou incremento de 2,22% no comparativo semanal, devido à valorização da cotação da pluma na ICE NY, sendo precificada na média de R$ 136,56/@
O indicador do algodão em pluma Cepea/Esalq voltou ao maior patamar em dois anos.
Para se ter uma ideia, na última semana o indicador atingiu ¢US$ 81,60/lp, patamar que não era alcançado desde o final de mar/24. Na época, o algodão se encontrava na trajetória de queda que levou os preços abaixo de ¢ US$ 70,00/lp no final de 2024, e que chegou a ficar abaixo de ¢ US$ 63,00/lp no final de 2025. No entanto, ao longo do primeiro trimestre de 2026, os preços demonstraram recuperação, acompanhando a movimentação dos preços na bolsa de NY e a valorização do petróleo, fatores que tornaram o algodão mais competitivo em relação à fibra sintética.
Além disso, de acordo com o Cepea, a partir de março os vendedores se mantiveram firmes, atentos à valorização internacional, enquanto a indústria doméstica e tradings voltadas à exportação ampliaram seu consumo. Assim, um cenário de preços mais altos pode auxiliar os produtores na comercialização do algodão, visto que pode aliviar as margens estreitas que vinham sendo projetadas para a cultura.
Fonte: IMEA




