O Ensaio de Cultivares de Trigo avaliou a produtividade de 30 cultivares na safra 2025, com experimentos a campo nos estados do Rio Grande do Sul e no Paraná.

O Ensaio de Cultivares de Trigo é um trabalho cooperativo que conta com a participação das principais instituições que atuam em pesquisas com trigo no Sul do Brasil, visando identificar o melhor desempenho das cultivares em uso no mercado. Na safra 2025, participaram da condução dos experimentos dez empresas: Biotrigo Genética, Coopatrigo, Embrapa, FAPA, IFRS, OR Genética de Sementes, RTC/CCGL, SEAPI/RS, Setrem e Unijuí.

A rede de ensaios foi conduzida em nove municípios no Rio Grande do Sul e dois no Paraná, seguindo protocolos pré-determinados pela Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale, a fim de  garantir maior precisão e confiabilidade nos resultados de  desempenho de cada cultivar. Ao final da safra 2025, foi compilado o ranking de produtividade das 30 cultivares avaliadas. A média de produtividade variou entre 80 a 100 sacos por hectare (sc/ha). Confira abaixo as 10 cultivares mais produtivas segundo o Ensaio:

A cultivar Xiru Capataz foi destaque no Ensaio de Cultivares, ocupando o primeiro lugar na média de rendimentos, com 100 sc/ha. Xiru Capataz foi lançada em 2024 pela Xiru Agrogenética e conta com base genética Embrapa. A cultivar foi avaliada durante três anos até o lançamento, quando apresentou produtividade 13% superior às testemunhas, representando um ganho de +10,9 sacas por hectare. Xiru Capataz tem classe comercial Trigo Pão (W 250), com ciclo médio/precoce (maturação em 132 dias) e sanidade equilibrada, com comportamento de resistência superior para oídio, ferrugem da folha, VNAC e boa resposta ao déficit hídrico e alumínio.

Outro destaque no Ensaio foi a cultivar Borak, com 99 sacos por hectare. Trigo Pão (W 255), com ciclo médio de 135 dias, a cultivar apresenta resistência à geada na fase vegetativa, com excelente sanidade para doenças foliares. A estatura baixa das plantas e o colmo forte permitem o maior aporte de nitrogênio e densidade de plantas, o que aumenta o potencial de rendimento na lavoura. O trigo Borak é produto da parceria da Embrapa com a Cotripal.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo João Leonardo Pires, “os resultados servem como subsídio para assistência técnica na indicação de opções para o produtor, além de orientar pesquisadores avaliando a resposta dos materiais na interação entre genótipo e ambiente”.

Novas linhas de melhoramento em trigo

Os avanços no melhoramento genético da Embrapa buscam adequar a oferta de cultivares às demandas do mercado. Nesse sentido, o programa de melhoramento da Embrapa tem direcionado esforços em duas novas plataformas genéticas: trigos precoces com estatura muito baixa (Nano), que permitem maior segurança em sistemas com elevado uso de insumos e condições favoráveis ao acamamento; e trigos com período entre semeadura e espigamento mais longo (Amplyum), ampliando a janela de semeadura e cobrindo o solo de forma antecipada, tornando esse trigo, também, uma planta de serviço para o sistema de produção.

Os trigos da linha Amplyum são desenvolvidos com subperíodo da emergência ao espigamento mais longo que pode chegar a 126 dias, cerca de 20 a 40 dias extras em comparação com as cultivares em uso na Região Sul. Essa característica permite ao produtor flexibilidade desde a implantação da lavoura, com semeadura antecipada, garantindo a cobertura do solo mais cedo sem aumentar riscos de perda por geada.  Além, disso, a cultivar apresenta um período de enchimento de grãos compatível (e até menor) com as demais cultivares, garantindo a colheita em momento que não atrase a semeadura da soja na sequência.

Na linha Nano, o melhoramento está selecionando plantas com estatura muito baixa (60 cm em média) e com colmo firme, capazes de reduzir os riscos de acamamento. Essa plataforma genética busca aumentar a segurança do trigo em condições que favoreçam o acamamento, ocasionadas por vários fatores de manejo e de ambiente.

“Estamos trabalhando no desenvolvimento de cultivares que atendam às necessidades do mercado, capazes de aliar elevado rendimento de grãos à  maior eficiência no uso de recursos e insumos. Isso é possível por meio da genética, associada à arquitetura de planta, sanidade, produtividade e qualidade tecnológica, somada ao aprimoramento das técnicas de manejo”, explica o pesquisador Ricardo Castro, da equipe de melhoramento genético da Embrapa Trigo.

Fonte: Embrapa


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FONTE

Autor:Joseani M. Antunes (MTb 9693/RS) Embrapa Trigo

Site: Embrapa

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