Soja: A colheita está em finalização, alcançando 98% da área cultivada. A predominância de tempo seco e a redução da umidade dos grãos favoreceram o avanço das operações, proporcionando maior fluidez e reduzindo a incidência de descontos por umidade nas unidades de recebimento e beneficiamento.

De forma geral, a safra apresentou elevada variabilidade de rendimento entre regiões, e, até mesmo, dentro de um mesmo município, refletindo a influência da distribuição irregular
das chuvas, das características edáficas, do posicionamento de cultivares e do nível tecnológico empregado. Em áreas submetidas a déficit hídrico mais intenso entre janeiro e fevereiro, especialmente em solos rasos ou arenosos, ocorreram perdas significativas e formação irregular de plantas.

As produtividades variaram amplamente no Estado, desde áreas abaixo de 1.000 kg/ha a lavouras superiores a 4.000 kg/ha, em especial nas cultivadas com variedades de ciclo intermediário e nas áreas irrigadas. Contudo, foram observadas diferenças expressivas de desempenho entre materiais genéticos submetidos ao mesmo manejo, evidenciando a importância da adaptação das cultivares aos ambientes de produção.

As lavouras remanescentes são áreas de segundo cultivo, implantadas fora da janela preferencial, ou em sistemas sucessivos ao milho. Em parte das áreas, observam-se produtividades inferiores em função da redução do potencial produtivo associada à semeadura tardia e menor desenvolvimento vegetativo. Parte dos grãos dessas lavouras apresenta menor calibre, mas boa uniformidade, sendo destinada à reserva para sementes.

A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha, e a área cultivada em 6.624.988 hectares.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o predomínio de tempo seco favoreceu o avanço expressivo da colheita, especialmente em municípios que apresentavam atraso operacional.

Na Fronteira Oeste, iniciaram-se os trabalhos de colheita das áreas de safrinha, implantadas após o milho em Manoel Viana, Maçambará e São Borja. Em Rosário do Sul, após o forte estresse hídrico registrado em janeiro e parte de fevereiro, quando ocorreu morte de plantas em reboleiras nos solos mais arenosos, o retorno das chuvas beneficiou principalmente as cultivares de ciclo médio e longo. Aproximadamente 95% dos 50 mil hectares cultivados foram colhidos, com produtividade média de 2.280 kg/ha. Na Campanha, as produtividades continuam bastante variáveis, entre 900 e 3.600 kg/ha, conforme distribuição das chuvas, época de semeadura, ambiente de produção e nível de investimento.

Também foram observadas diferenças de até 600 kg/ha entre cultivares submetidas ao mesmo manejo. O tempo seco ainda favoreceu a colheita de áreas destinadas à produção de sementes próprias para a próxima safra. Na de Caxias do Sul, o tempo seco permitiu a conclusão da colheita em toda a região. O rendimento médio finalizou abaixo da expectativa inicial, atingindo cerca de 3.000 kg/ha.

Na de Erechim, a colheita foi concluída, e a produtividade média está estimada em cerca de 3.700 kg/ha. Porém, houve forte variabilidade entre municípios, de 2.200 a 4.200 kg/ha. As cultivares de maturação intermediária apresentaram os melhores desempenhos. Na de Ijuí, a colheita alcança 98%. A produtividade está em torno de 3.000 kg/ha. As lavouras de segundo cultivo estão em fase final de colheita, apresentando elevada variabilidade produtiva, embora algumas áreas tenham superado 3.500 kg/ha. As áreas restantes possuem menor potencial produtivo em decorrência da semeadura tardia. Os produtores concluíram a aplicação de produtos para a uniformização da maturação, aguardando apenas condições operacionais para o encerramento da colheita. Os grãos provenientes da safrinha apresentam menor tamanho, mas maior uniformidade, sendo direcionados principalmente para uso como sementes.

Na de Passo Fundo, a colheita foi concluída. A produtividade média estimada alcança 3.500 kg/ha, com pequenas oscilações entre lavouras acima ou abaixo desse patamar. Na de Pelotas, a colheita chega a 91% das áreas cultivadas. Nas áreas remanescentes, as lavouras se encontram em maturação ou maduras. A produtividade média regional está estimada em 2.800 kg/ha.

Na de Santa Maria, a colheita está praticamente finalizada. Em Tupanciretã, os 147.015 hectares cultivados foram totalmente colhidos, com produtividade média de 3.000 kg/ha. Nas áreas irrigadas, abrangendo 5.070 hectares, a produtividade média alcançou 4.800 kg/ha. Na região, a produtividade média está estimada em 2.900 kg/ha.

Na de Santa Rosa, 97% das áreas foram colhidas; 2% estão maduras; e 1% ainda em enchimento de grãos. A produtividade média regional se situa em torno de 2.400 kg/ha, com variações relacionadas principalmente à distribuição das precipitações ao longo do ciclo. Nas áreas de soja safrinha, as produtividades oscilam entre 900 e 4.200 kg/ha em razão da irregularidade das chuvas, da redução do fotoperíodo e do menor desenvolvimento. Na de Soledade, o predomínio de tempo firme permitiu a finalização da colheita. A produtividade média regional deve ficar próxima de 3.000 kg/ha.

Comercialização (saca de 60 quilos)

A cotação média da soja passou de R$ 114,52 para R$ 114,96, aumentando 0,38% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.

Fonte: Emater/RS


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FONTE

Autor:Emater/RS

Site: Informativo Conjuntural 1920

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