A colheita do milho foi favorecida pela predominância de tempo seco e alcançou 96% da área cultivada. Restam lavouras tardias principalmente em maturação fisiológica (3%) e algumas em enchimento de grãos (1%), correspondente a semeaduras realizadas no período final do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).
Há desaceleração do desenvolvimento fisiológico das lavouras remanescentes em razão da redução das temperaturas e da menor disponibilidade de radiação solar nesta época do ano, o que prolonga o período de enchimento de grãos.
As baixas temperaturas e a ocorrência de geadas no período provocaram danos pontuais na cultura, sobretudo em áreas de maior altitude e em lavouras de segundo cultivo, ocasionando queima parcial da área foliar. Parte dessas áreas foi destinada alternativamente para a ensilagem.
A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, e produtividade média estadual em 7.424 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Campanha, em Aceguá, os 1.000 hectares cultivados estão em fase de maturação, com previsão de início da colheita a partir do final de maio, após a conclusão das operações na soja. A produtividade inicialmente estimada em 4.800 kg/ha deverá apresentar redução de aproximadamente 30% em decorrência da estiagem, que afetou semeaduras tanto precoces quanto tardias. Em Caçapava do Sul, 80% dos 2.000 hectares implantados foram colhidos, restando áreas com espigas armazenadas na planta a campo, prática tradicional devido à limitação de estruturas de armazenagem nas propriedades e com destino predominante para autoconsumo.
Na Fronteira Oeste, em Manoel Viana, as lavouras implantadas entre o final de janeiro e início de fevereiro sofreram impacto das geadas consecutivas, sendo destinadas à ensilagem. Na de Caxias do Sul, a cultura encerrou o ciclo, mas restam pequenas áreas a serem colhidas, em propriedades familiares da Serra e Região das Hortênsias, para consumo próprio.
Na de Ijuí, a colheita está em finalização. A produtividade é considerada satisfatória, alcançando média próxima a 9.200 kg/ha, apesar da irregularidade climática, observada durante o ciclo. As lavouras de segundo cultivo sofreram danos leves em decorrência das geadas, sendo rapidamente destinadas à produção de silagem.
Na de Pelotas, 65% das áreas foram colhidas. Nas áreas remanescentes, 8% dos cultivosse encontram em enchimento de grãos e 27% em maturação. A produtividade regional está estimada em aproximadamente 4.800 kg/ha.
Na de Santa Rosa, a colheita alcança 97%. Restam pequenas parcelas em enchimento de grãos (1%) e maturação (2%), principalmente em áreas implantadas tardiamente. Na de Soledade, as lavouras implantadas no período intermediário e tardio do ZARC ainda apresentam áreas em enchimento de grãos. As geadas, registradas durante o período, atingiram principalmente áreas mais elevadas da região, causando queima parcial da área foliar superior das plantas e danos ainda não quantificados. No Baixo Vale do Rio Pardo, principal área produtora da região, não houve registros significativos de prejuízos.
Parte das áreas afetadas foi destinada à ensilagem. O desenvolvimento das lavouras remanescentes segue mais lento em razão das temperaturas mais baixas e da menor radiação solar. A distribuição das fases da cultura é de 15% em enchimento de grãos, 5% em maturação fisiológica, 2% em maturação de colheita e 78% colhidos.
Comercialização (saca de 60 quilos)
Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do milho aumentou 0,28%, de R$ 58,08 para R$ 58,24, em média, no Estado.
Fonte: Emater/RS




