A comercialização de soja da safra 25/26 em MT segue para a reta final. Em jul/26, as vendas da oleaginosa no estado alcançaram 93,06% da produção total, avanço de 5,38 p.p. ante jun/26 e de 4,34 p.p. em relação ao mesmo período da safra anterior. Esse cenário é reflexo da alta no preço da saca de soja no período, que registrou incremento de R$ 6,18/sc e fechou em média a R$ 121,11/sc.

A valorização reflete a menor disponibilidade do grão durante o período de entressafra no estado. Já para a safra futura, as negociações atingiram 30,23% da produção estimada para a temporada 26/27, avanço de 6,90 p.p. ante o mês anterior. Vale destacar que as vendas do ciclo seguem 7,74 p.p. acima do registrado no mesmo período da safra 25/26. Esse resultado está relacionado à necessidade de maior cautela diante das incertezas climáticas e econômicas para a nova temporada, o que tem levado os produtores a anteciparem as negociações.

Confira os principais destaques do boletim:
  • AUMENTO: com a demanda externa aquecida pela soja brasileira, o prêmio Santos encerrou a semana na média de ¢US$ 168,00/bu, alta de 15,86% no comparativo semanal.
  • RETRAÇÃO: sustentado pelo recuo nos preços da oleaginosa em MT, o farelo de soja registrou queda de 0,55% frente à semana passada, fechando o período na média de R$ 1.665,87/t.
  • ALTA: impulsionado pela demanda externa aquecida por óleo de soja, o estado exportou 317,55 mil t do derivado em jul/26, aumento de 166,16% no comparativo mensal.
Apesar da desaceleração nos embarques entre meses, Brasil registra recorde nas exportações de soja em julho/26 (Secex).

Depois de um semestre de forte ritmo nas exportações brasileiras de soja, em jul/26 os embarques recuaram 7,61% ante jun/26, movimento típico do período. Ainda assim, o Brasil exportou 13,40 mi de t, volume 9,33% superior ao de jul/25 e recorde para o mês, sustentado pela maior demanda mundial pela oleaginosa. Em MT, os envios somaram 3,49 mi de t, queda de 25,85% ante jun/26 e de 12,32% frente a jul/25. A participação do estado recuou 6,43 p.p. no comparativo anual, reflexo da menor disponibilidade de grão diante do avanço da comercialização da safra 25/26.

Entre os destinos, a China manteve-se como principal compradora, com 9,42 mi de t, queda de 8,37% ante jun/26, mas ainda respondendo por 70,29% do total. Assim, as exportações da oleaginosa têm sido sustentada, não somente pelo país asiático, como também pela maior demanda de outros países.

Fonte: IMEA


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FONTE

Autor:IMEA

Site: Boletim Semanal da Soja

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