A colheita do milho da safra 2025/26 em Mato Grosso alcançou 99,10% dos 7,43 mi de ha, avanço de 2,33 p.p. em relação à semana passada. O ritmo das operações foi favorecido pelas condições climáticas favoráveis, que permitiram maior avanço dos trabalhos a campo e mantiveram a colheita 0,38 p.p. à frente do registrado no mesmo período da safra passada. Com isso, as regiões Médio-Norte, Nordeste, Noroeste, Norte e Oeste concluíram a colheita até o dia 7 de agosto.
Já as regiões Centro-Sul e Sudeste ainda possuem áreas remanescentes e devem finalizar os trabalhos nas próximas semanas. Apesar disso, ambas seguem à frente do ciclo anterior, com destaque para o Sudeste, que avançou 8,57 p.p. na semana, recuperou o atraso acumulado e passou a registrar ritmo 1,25 p.p. superior ao da safra passada.
Por fim, a reta final da colheita reforça as perspectivas de um desempenho produtivo positivo para a safra 2025/26, cujos resultados serão consolidados no próximo relatório de Oferta e Demanda.
Confira os principais destaques do boletim:
- RECUO: o milho na CME Group encerrou a semana cotado a US$ 4,41/bu, recuo de 1,76%, reflexo do clima benigno nas principais regiões produtoras dos EUA.
- BAIXA: o preço do milho na bolsa Cepea Campinas apresentou queda de 0,44% na última semana, reflexo da maior disponibilidade do cereal no mercado, cotado a R$ 65,03/sc.
- QUEDA: a cotação do milho na B3 corrente apresentou queda de 1,65% na última semana, e finalizou em R$ 68,56/sc.
Em jul/26, a comercialização do milho da safra 2025/26 em MT atingiu 64,29% da produção estimada.
O avanço foi de 13,69 p.p. no mês e de 3,18 p.p. em relação ao mesmo período da safra anterior, impulsionado pelos preços mais atrativos do cereal. Apesar da safra recorde, a crescente demanda das usinas de etanol absorveu parcela significativa da produção, tornando o mercado interno competitivo ao mercado internacional e reduzindo a pressão da elevada oferta de milho no estado. Esse cenário sustentou as cotações, e o preço médio da safra avançou 2,34% no mês, para R$ 44,06/sc.
Para a safra 2026/27, a comercialização alcançou 10,62% da produção projetada, avanço de 2,80 p.p. no mês, porém 0,39 p.p. abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior. O menor ritmo de negociação reflete a cautela dos produtores diante dos riscos climáticos associados ao El Niño e do aumento dos custos de produção, fatores que limitam as vendas antecipadas.
Assim, diante do cenário mais desafiador para a safra 2026/27, as cotações permaneceram firmes, e o preço médio avançou 3,08% no mês, alcançando R$ 46,12/sc.
Fonte: IMEA




