Segundo o USDA, até 27/set, a colheita de milho nos EUA atingiu 18,00% dos 35,82 mi de ha estimados, avanço de 5,00 p.p. na semana e 1,00 p.p. acima do mesmo período da safra 25/26. O ritmo mais acelerado foi favorecido pelo avanço da maturação das lavouras e pelo clima seco, que contribuiu para a redução da umidade dos grãos e proporcionou condições mais favoráveis aos trabalhos de campo.

As condições das lavouras permaneceram estáveis na semana, com 57,00% classificadas em boas/excelentes, porém 9,00 p.p. abaixo a/a, evidenciando um cenário produtivo menos favorável. A menor qualidade observada ao longo do desenvolvimento da cultura também tem se refletido nos rendimentos das áreas. Nesse contexto, a produção nos EUA é estimada em 401,33 mi de t, queda de 7,17% frente ao recorde de 25/26, reflexo da menor área semeada e da perspectiva de menor produtividade. Apesar da retração anual, o volume projetado ainda corresponde à segunda maior produção da série histórica.

Confira os principais destaques do boletim:
  • VALORIZAÇÃO: o preço do milho em Chicago avançou 0,12% ante a semana passada, encerrando o período cotado a US$ 5,33/bu, sustentado pelas preocupações com a oferta norte-americana.
  • ALTA: o preço da saca de milho na bolsa B3 avançou 1,41% ante a semana anterior, para R$ 76,01/sc, acompanhando a firmeza do mercado físico e da demanda interna pelo cereal.
  • INCREMENTO: o preço da saca de milho no indicador Imea apresentou alta de 1,14% ante a semana passada, encerrando cotada a R$ 49,07/sc.
A maior presença dos principais países exportadores amplia a concorrência no mercado externo de milho e eleva o desafio brasileiro para escoar a safra 25/26.

Segundo a Conab, as exportações brasileiras de milho são projetadas em 43,92 mi de t, alta de 5,49% ante a safra anterior. Contudo, segundo a Secex, entre julho e ago /26 os embarques somaram 6,59 mi de t, queda anual de 28,93%. No período, o prêmio médio em Santos recuou 9,66%, sinalizando menor sustentação da demanda externa, enquanto a maior demanda doméstica ampliou a disputa pelo cereal. No mercado externo, a concorrência também cresceu. Os EUA projetam 87,00 mi de t (+21,03%), sustentados pela ampla oferta e vendas firmes nas Américas e Ásia.

A Argentina, com 45,00 mi de t (+30, 43%), ganha espaço com maior oferta e amplia a disputa com o BR para a África e Ásia. Já a Ucrânia deve exportar 22,40 mi de t (+9,27%), com foco na Europa e Mediterrâneo, apesar das restrições logísticas. Assim, a maior oferta concorrente e o ritmo mais lento das exportações brasileiras reforçam a importância dos preços, câmbio e da competitividade portuária para o escoamento da safra.

Fonte: IMEA


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FONTE

Autor:IMEA

Site: Boletim Semanal do Milho

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