Na comparação semanal, o preço médio do contrato dez/26 na ICE recuou 0,36%, passando a US$ 83,04 ¢/lb. Apesar da queda na média semanal, as cotações se recuperaram nos últimos pregões, ao longo desta última semana.
Esse movimento de recuperação foi apoiado pelo desempenho das exportações americanas, enquanto fatores macroeconômicos e o avanço da colheita limitaram uma retomada mais consistente. Ainda assim, a recuperação recente não foi suficiente para reverter as perdas acumuladas no mês: em setembro, até 24/09, a média do contrato está em US$ 85,23 ¢/lb, 1,42% abaixo da média de agosto, de US$ 86,46 ¢/lb.
Assim, embora o mercado tenha recuperado parte das perdas nos últimos pregões, permanece abaixo dos níveis registrados no fim de agosto. Para os próximos dias, o mercado deve continuar acompanhando principalmente o ritmo das exportações, o avanço da colheita e as condições das lavouras nos EUA, fatores que seguem influenciando a formação das cotações.
Confira os principais destaques do boletim:
- AUMENTO: o contrato de jul/27 na bolsa de NY apresentou acréscimo de 0,47% na semana, sustentado pelas expectativas de avanço nas negociações entre EUA e China.
- RETRAÇÃO: com a queda na cotação do petróleo, o preço do poliéster apresentou baixa de 4,29% no comparativo semanal, fechando com média de ¢ US$ 45,61/lb.
- BAIXA: a torta de algodão apresentou queda de 1,13% na última semana, influenciada pela maior disponibilidade do coproduto, ficando cotado na média de R$ 768,75/t.
EUA aceleram embarques de algodão na safra 26/27, 265,09 mil t, alta de 32,19% ante 25/26.
Na semana até 17/09, foram 35,86 mil t embarcadas, avanço de 20,04% ante o mesmo período da safra passada, indicando maior ritmo de execução das exportações americanas. Somando o volume embarcado e o já vendido a embarcar, os compromissos de exportação alcançaram 1,03 mi de t, alta de 16,65% frente as 883,73 mil t da safra anterior no mesmo período, com 40,99% da projeção do USDA já alcançada. Apesar do avanço, os EUA ainda precisam vender cerca de 32,97 mil t por semana para atingir a estimativa, enquanto a média das últimas três semanas foi de 27,26 mil t, indicando que a recuperação ainda precisa ganhar intensidade.
O movimento foi favorecido por preços mais baixos e pela recuperação das compras, com destaque para México, Vietnã, Paquistão e Índia. Adiante, a combinação entre colheita, preços e demanda asiática indicará se o ritmo atual se sustenta até o fim da safra.
Fonte: IMEA




