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O investimento em fertilizantes representa uma parcela relevante dos custos de produção agrícola e, em um cenário de forte dependência brasileira de insumos importados, aumentar a eficiência de cada aplicação tornou-se ainda mais relevante. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que utiliza, enquanto soja, milho e cana-de-açúcar respondem por mais de 70% da demanda nacional.
Nesse contexto, a condição do solo é um dos fatores que podem interferir no aproveitamento dos nutrientes. A compactação, por exemplo, pode limitar o crescimento das raízes e reduzir o volume da área explorada pelas plantas, fazendo com que parte do potencial do fertilizante não seja aproveitada.
De acordo com Henrique Moscatelli, engenheiro agrônomo, responsável pela área de inteligência de mercado e marketing da Piccin Equipamentos, a limitação física pode comprometer o desempenho da cultura mesmo quando a adubação é realizada de acordo com a recomendação. “Para que o fertilizante seja bem aproveitado, é preciso que os nutrientes estejam acessíveis às raízes. Em um solo compactado, elas tendem a se concentrar nas camadas mais superficiais, e o produtor passa a depender de uma faixa menor dele para nutrir a planta durante toda a safra”, explica.
Adubar mais nem sempre significa produzir mais
Um dos sinais de que a limitação pode estar relacionada à estrutura física do solo é a ausência de resposta proporcional ao aumento das doses de fertilizantes. Segundo Moscatelli, a avaliação química precisa ser acompanhada pela análise das condições físicas da área. “O produtor pode comprar o fertilizante correto e aplicar a dose recomendada, mas a planta não responder na mesma proporção porque a raiz encontra uma barreira física. Nesse caso, o problema não está necessariamente no adubo, mas na condição do solo”, afirma.
Entre os sinais que podem indicar compactação estão plantas menores concentradas nos mesmos pontos do talhão ao longo das safras, baixa resposta ao incremento da adubação, sintomas de deficiência nutricional mesmo após a fertilização, encharcamento localizado e demora na infiltração da água. Cabeceiras, carreadores e locais submetidos a maior tráfego de máquinas também merecem atenção, já que tendem a apresentar maior pressão sobre o solo.
Diagnóstico orienta a descompactação
Quando o diagnóstico confirma a existência de uma camada compactada, operações mecânicas podem ajudar a restabelecer condições adequadas para o crescimento das raízes. O rompimento dessa camada amplia o volume de solo explorado pelas plantas e pode favorecer tanto o acesso aos nutrientes quanto à água armazenada em camadas superficiais.
A melhora da estrutura também pode favorecer a infiltração da água e reduzir o escoamento superficial. O manejo, porém, precisa ser dimensionado de acordo com a necessidade da área. “O equilíbrio está em trabalhar somente onde o diagnóstico identificou compactação e na profundidade necessária para romper a camada de impedimento. Fazer uma operação mais intensa do que a área exige aumenta o consumo de combustível, as horas de máquina e pode comprometer a estrutura do solo”, ressalta o engenheiro agrônomo.
Regulagem interfere no custo da operação
Além de definir onde e em qual profundidade intervir, a regulagem do implemento influencia a eficiência operacional. Profundidade de trabalho, nivelamento, condição das ponteiras e configuração das hastes devem estar adequados às características da operação. Um equipamento mal regulado pode exigir maior força de tração do trator e elevar o consumo de combustível.
Para operações de descompactação, a Piccin dispõe de diferentes configurações de escarificadores e subsoladores para distintas profundidades e condições de solo. Entre as opções estão o escarificador EPCR 300, para trabalhos de até 260 milímetros, e a linha SP de subsoladores, com profundidades entre 200 e 450 milímetros. As linhas Controle Remoto e Advanced também permitem trabalhar em camadas mais profundas e ajustar características do equipamento às condições identificadas na área.
Na distribuição de insumos, a empresa conta ainda com a linha Master equipada com a Esteira Precisa, tecnologia destinada à aplicação de produtos como calcário, gesso, fertilizantes químicos e orgânicos e pó de rocha, com configurações para operações em agricultura de taxa variável.
Fonte: Assessoria de imprensa




