ANÁLISE CLIMÁTICA DE JANEIRO

Em janeiro de 2026, acumulados de chuva acima de 150 mm ocorreram nas Regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, favorecendo a manutenção da umidade do solo nessas áreas. Por outro lado, a porção leste da Região  Nordeste, norte de Roraima e oeste do Rio Grande do Sul registraram volumes inferiores a 40 mm, reduzindo os níveis de umidade do solo.

Em grande parte da Região Norte, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm e os maiores volumes de chuva concentraram-se na porção sudoeste da região amazônica. Destaque para o sul do Pará e Acre, onde os totais foram superiores a 250 mm. Este cenário contribuiu para elevação dos níveis de umidade do solo. Somente no norte de Roraima, os totais de chuva foram inferiores a 40 mm, reduzindo o armazenamento hídrico do solo nesta área.

Na Região Nordeste, os acumulados de chuva foram inferiores a 120 mm, exceto no sul do Maranhão e sudoeste da Bahia, onde os valores ultrapassaram os 150 mm. No geral, a região do Matopiba encontra-se com níveis de umidade do solo satisfatórios, favorecendo o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra. Na parte leste da região, a situação é inversa, com volumes de chuva inferiores a 50 mm, resultando na manutenção da baixa umidade no solo.

Bons volumes de chuva foram observados na maior parte da Região CentroOeste, com valores superiores a 200 mm, exceto em Mato Grosso do Sul, onde os acumulados foram menores. Desta forma, os níveis de umidade do solo encontram-se satisfatórios, beneficiando o desenvolvimento dos cultivos de primeira e segunda safras. Porém, o excesso de umidade limitou o avanço da colheita da soja e do feijão primeira safra em algumas áreas.

Na Região Sudeste, os volumes mensais de chuva foram superiores a 200 mm em grande parte da região. No sul e sudoeste de São Paulo, os acumulados variaram entre 90 mm e 150 mm. No geral, os níveis de umidade do solo foram suficientes para o desenvolvimento das lavouras de grãos.

Em grande parte da Região Sul, os volumes de chuva foram inferiores a 120 mm, exceto em áreas pontuais da costa leste do Paraná e nordeste do Rio Grande do Sul, onde as chuvas variaram entre 150 mm e 200 mm. De modo geral, esses volumes garantiram níveis satisfatórios de armazenamento de água no solo, favorecendo o manejo e desenvolvimento das lavouras.

Em janeiro, as temperaturas máximas foram acima de 30 °C no Centro-Norte do país. Os maiores valores foram observados no norte da Região Nordeste e oeste de Mato Grosso do Sul. Em áreas da costa da Região Sudeste e da Região Sul, os valores permaneceram entre 24 °C e 28 °C. Quanto às temperaturas mínimas, os valores superaram os 22 °C na maior parte da Região Norte, centro-norte da Região Nordeste, bem como na porção central e oeste da Região Centro-Oeste. No sul de Minas Gerais e centro-leste da Região Sul, as temperaturas foram inferiores a 18 °C.1.2. CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA

Na figura a seguir, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) entre os dias 17 e 31 de janeiro de 2026. Nesse período, registraram-se valores entre -0,5 °C e -1 °C ao longo da faixa longitudinal compreendida entre 160°W e 120°W, indicando uma área de resfriamento das águas mais para oeste do Pacífico Equatorial. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4, delimitada entre 170°W e 120°W, verificaram-se valores variando entre -1 °C e -0,8 °C durante janeiro. Esse comportamento ainda indica um resfriamento da região, porém mais fraco em relação ao mês anterior.

A análise do modelo de previsão do Enos (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta para a transição das condições de La Niña para a Neutralidade, durante o trimestre fevereiro, março e abril de 2026, com probabilidade de 86%.

 

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO FEVEREIRO, MARÇO E
ABRIL DE 2026

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do Inmet, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas acima da média na maior parte da Região Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, além de áreas do sul da região amazônica. Chuvas abaixo da média são previstas para as Regiões Sul e Norte.

Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas acima da média no sul da Região Norte, elevando os níveis de umidade do solo. Nas demais áreas, são previstas chuvas abaixo da média, havendo previsão de baixos níveis de umidade no solo para Roraima.

Na Região Nordeste, a previsão indica chuvas próximas e acima da média. Este cenário ainda não será suficiente para recuperar os níveis de umidade do solo no centro-leste da região. Porém, em áreas do Maranhão, oeste da Bahia e do Piauí, as chuvas devem favorecer a elevação do armazenamento de água no solo.

Em grande parte das Regiões Centro-Oeste e Sudeste, são previstas chuvas próximas e acima da média. No leste de Mato Grosso e sul de Goiás, podem ocorrer volumes abaixo da média. No geral, os níveis de umidade do solo se manterão satisfatórios entre fevereiro e março, porém, em abril, pode haver uma redução do armazenamento hídrico em algumas áreas do sul de Mato Grosso, centro-norte de Mato Grosso do Sul, triângulo e norte mineiro, oeste de São Paulo, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro.

Na Região Sul, são previstas chuvas abaixo da média. No oeste do Rio Grande do Sul e norte do Paraná, as chuvas podem ficar próximas e ligeiramente acima da média nos próximos meses. Quanto aos níveis de umidade do solo, devem permanecer satisfatórios, exceto no sudeste e leste do Rio Grande do Sul, onde o armazenamento pode sofrer redução ao longo do trimestre.

Quanto às temperaturas, essas devem permanecer próximas e acima da média histórica em grande parte do país. São previstas temperaturas acima de 25 °C nas Regiões Norte, Nordeste e parte da Região Centro-Oeste. Para Roraima e áreas pontuais da costa leste da Região Nordeste a previsão indica temperaturas acima 28 °C, enquanto que temperaturas mais amenas e abaixo de 22 °C podem ocorrer no centro-leste da Região Sul, áreas mais elevadas da Região Sudeste e Distrito Federal.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos, clicando aqui.

Fonte: Conab



 

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