Trigo: O plantio na semana avançou dois pontos percentuais, alcançando 98% da estimativa inicial de 739,4 mil hectares. A maior parte da área a ser plantada encontra-se na regional de Caxias do Sul, especificamente no Corede Campos de Cima da Serra, cujo plantio se estende até 20 de agosto próximo, conforme zoneamento agrícola de risco climático.

A regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí (que responde por 30% da área com plantio de trigo no Estado) engloba os Coredes Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, onde a cultura encontra-se em final de implantação, restando áreas nos municípios nos quais o zoneamento se estende até 20 de julho para cultivares tardias. A semana passada foi de
clima favorável ao desenvolvimento da cultura, principalmente pelas temperaturas amenas,
coincidindo com o estádio inicial do perfilhamento. A elevação das temperaturas, em relação à semana anterior, favoreceu a aplicação de herbicidas e adubação nitrogenada.

Constataram-se pequenos focos de lagartas nas primeiras lavouras implantadas no município de Ijuí. Verificou-se até o momento uma baixa incidência de doenças foliares.
O plantio foi concluído na regional de Santa Rosa (27% da área de trigo no Estado), que engloba os Coredes Fronteira Noroeste e Missões. O tempo frio e seco das últimas duas semanas contribuiu para o bom desenvolvimento geral das lavouras na região. Naquelas semeadas no início do período recomendado pelo zoneamento, os produtores realizaram adubação de cobertura no começo da semana, mas causou certa frustração para parte dos produtores a ausência da chuva prevista para o último final de semana. Por outro lado, a manutenção da temperatura baixa favoreceu o perfilhamento e contribuiu para a redução das perdas por volatilização da adubação de cobertura. Em lavouras da região, constatou-se a ocorrência de lagartas, sendo necessário o controle químico. Em algumas delas, houve necessidade de repeti-lo devido ao difícil manejo do inseto. Bons resultados foram obtidos com a associação entre um produto com ação de choque e um inseticida fisiológico.

Na regional de Frederico Westphalen (14% da área no Estado), que corresponde aos Coredes Rio da Várzea e Médio Alto Uruguai, as plantas estão em desenvolvimento vegetativo e até o momento não ocorreu incidência de pragas e doenças. Parte das lavouras de trigo está na fase de perfilhamento, principalmente na costa do rio Uruguai. Os agricultores realizam aplicação de herbicidas para controle de azevém e aveia, além da aplicação de adubação em cobertura. Na semana o plantio continuou intenso, devido à boa umidade do solo. Até agora, 95,0% da área estimada em 103,48 mil hectares foi plantada.

Na regional de Passo Fundo (6,5% da área com trigo no Estado), que engloba os Coredes Produção e Nordeste, o plantio foi finalizado na área de 49,83 mil hectares com a cultura. As lavouras em germinação e aquelas em desenvolvimento vegetativo, no geral, encontram-se em bom estado devido ao tempo frio e seco.

Na regional de Santa Maria (5,5% da área no Estado), que corresponde os Coredes Central, Vale do Jaguari e Jacuí Centro, o plantio foi finalizado nos 40,7 mil hectares de trigo. As temperaturas baixas com dias ensolarados continuaram nesta semana e favoreceram o desenvolvimento da cultura, boa parte da qual está iniciando o perfilhamento. Muitos triticultores já realizam tratos culturais, controle de plantas invasoras e adubação de cobertura.

Na regional de Bagé (5,1% da área com trigo no Estado), que engloba os Coredes Campanha e Fronteira Oeste, o tempo frio e seco contribuiu para a quase conclusão do plantio, restando apenas algumas lavouras em Maçambara. Além disso, essas condições meteorológicas contribuíram para o bom desenvolvimento vegetativo das lavouras em São Borja, São Gabriel, Itaqui (responsáveis por 77,2% da área cultivada na região).

Na regional de Caxias do Sul (4% da área no Estado), que engloba os Coredes Serra, Campos de Cima da Serra e Hortênsias, a semeadura avançou e atingiu 60% da área estimada em 30,1 mil hectares. A umidade adequada do solo, boa luminosidade e a temperatura amena favoreceram a germinação e o desenvolvimento inicial das plantas. Os produtores que cultivam o cereal, especialmente nos Campos de Cima da Serra, utilizam tecnologia para altas produtividades, visto que se encontram numa das regiões mais aptas para o cultivo do trigo no Rio Grande do Sul. Neste Corede, destacam-se pela área cultivada os municípios de Muitos Capões (13 mil hectares), Vacaria (seis mil hectares), Esmeralda (2.500 hectares) e Campestre da Serra (1.500 hectares); juntos, correspondem a 76,6% da área de trigo estimada para a região.

Na regional de Erechim (3,3% da área com trigo no Estado), que corresponde ao Corede Alto Uruguai, os produtores realizam aplicação de adubação de cobertura e controle de inços. O destaque em área cultivada fica para Sertão (quatro mil hectares), Campinas do Sul (três mil hectares), Cruzaltense (dois mil hectares) e Ipiranga do Sul (1.800 hectares).

Na regional de Soledade (3% da área no Estado), que engloba os Coredes Alto da Serra do Botucaraí e Vale do Rio Pardo, a alta radiação solar, as temperaturas frias e amenas predominantes nas duas últimas semanas, além de elevada umidade do solo, proporcionaram ao trigo um bom desenvolvimento vegetativo. Os agricultores aproveitaram o período seco da semana para iniciar os tratos culturais de adubação em cobertura e o controle de plantas invasoras. Em algumas lavouras, foram realizados tratamentos fitossanitários preventivos.

Mercado (saca de 60 quilos): O preço médio semanal no Rio Grande do Sul foi de R$ 41,00/sc., valor 0,29% superior ao da semana anterior.
Na regional de Ijuí os preços praticados ficaram entre R$ 41,00 e R$ 42,00/sc., com média de R$ 41,30/sc.; disponível em Cruz Alta a R$ 48,00/sc. Na região de Santa Rosa, o preço médio pago foi de R$ 41,00/sc. para trigo com pH 78.

Canola

A área estimada com a cultura para esta safra é de 32,7 mil hectares, e o rendimento médio foi projetado em 1.258 quilos por hectare. As principais regiões da Emater/RS-Ascar produtoras do grão são Santa Rosa, Ijuí, Santa Maria e Bagé.

Na regional de Santa Rosa (34,2% da área com canola no Estado), que engloba os Coredes Missões e Fronteira Noroeste, o plantio já foi concluído; 18% das lavouras encontram-se em desenvolvimento vegetativo, 49% em floração e 33% em início de formação do grão. Algumas lavouras foram atingidas por geadas provocando o abortamento das flores, o que poderá trazer uma redução no rendimento. Alguns produtores relataram que não realizaram adubação de cobertura devido à baixa umidade e outros informaram não terem obtido o resultado esperado em função da ausência de chuva após essa prática.

Na regional de Ijuí (22% da área no Estado), que engloba os Coredes Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, a cultura vem evoluindo rapidamente para o estádio reprodutivo, com boa emissão de botões florais e crescimento satisfatório. As fortes geadas trouxeram preocupação aos produtores, pois as temperaturas foram bem menores do que as observadas em anos anteriores. Mesmo com a ocorrência de geadas, as plantas não apresentam sintomas aparentes de danos, principalmente por estarem em estádio de floração.

Na regional de Santa Maria (16% da área de plantio no Estado), que engloba os Coredes Central, Jacuí Centro e Vale do Jaguari, o plantio já foi encerrado. A cultura apresenta bom desenvolvimento, e as primeiras lavouras plantadas na região já começam a florescer. Na regional de Bagé (13,4% da área no Estado) , que engloba os Coredes Campanha e Fronteira Oeste, a cultura encontra-se em desenvolvimento vegetativo. Os principais municípios produtores são Santa Margarida (dois mil hectares), Manoel Viana (800 hectares), São Borja (600 hectares) e São Gabriel (400 hectares).

Mercado (saca de 60 quilos)

O preço médio recebido pelos produtores de canola teve uma redução na regional de Santa Rosa, ficando em R$ 67,90/sc., acompanhando a queda no preço da soja. Na regional de Ijuí, o preço médio praticado foi de R$ 63,00/sc. Em Cachoeira do Sul, a canola foi comercializada a R$ 60,00/sc.

Cevada

A área estimada com a cultura no Rio Grande do Sul é de 42,4 mil hectares, com rendimento médio de 2.073 quilos por hectare. Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí (22,4% da área no Estado), a cultura apresenta bom desenvolvimento inicial e boa densidade de plantas. A maioria das lavouras encontra-se em estágio vegetativo e uma pequena parte delas encontra-se em início da floração. Os agricultores realizaram adubação de cobertura durante a semana. O preço médio recebido pelos produtores na região foi de R$ 51,00/sc.

Na regional de Erechim (20,8% da área no Estado), as lavouras encontram-se em fase de desenvolvimento vegetativo. Em parte das lavouras os produtores realizam adubação em cobertura. Na regional de Pelotas, as lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo. De modo geral, apresentam boa sanidade.

Aveia branca

A área estimada com o plantio de aveia branca para grão é de 299,86 mil hectares, com produtividade prospectada de 2.006 quilos kg por hectare. Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí (37,1% da área no Estado), a cultura em estádio mais avançado de desenvolvimento entra rapidamente para o estádio reprodutivo. Há preocupação dos produtores com as áreas em início de formação de grãos, devido a possíveis danos ocasionados pelas fortes geadas ocorridas, mas até o momento as plantas não apresentaram sintomas de danos. O tempo frio e seco contribui para a redução do ataque de lagartas.

Na regional de Santa Rosa (18,7% da área de plantio no Estado), toda a área de aveia desta safra encontra-se em desenvolvimento vegetativo. O aspecto geral das lavouras é razoável, pois o desenvolvimento das plantas não está adequado devido à pouca umidade do solo e também ao período de forte ataque de lagartas no início do desenvolvimento vegetativo, que provocou atraso no perfilhamento. Na maioria das lavouras, está em  andamento o controle de ervas daninhas e de pragas. Na safra passada, o preço recebido pelos produtores variou entre R$ 0,35 e R$ 0,50/kg.

Na regional de Caxias do Sul (5,8% da área no Estado), em geral as lavouras apresentam stand adequado de plantas e bom desenvolvimento inicial. O tempo seco e frio contribuiu para a boa sanidade das plantas e para a redução e/ou ausência de pragas. Na regional de Santa Maria (5% da área com aveia branca no Estado), o plantio já foi realizado, e de modo geral as lavouras estão em bom estado de desenvolvimento vegetativo.

Texto originalmente publicado em:
EMATER RS
Autor: EMATER RS

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