A cultura do milho (Zea mays L.) está entre as mais importantes do planeta e aqui no Brasil, na safra 2016/2017 foram cerca de 97,71 milhões de toneladas produzidas nas duas safras, segundo dados da CONAB, o que faz do país o terceiro maior produtor mundial da cultura.

O rendimento da cultura pode ser influenciado por diversos fatores, como: disponibilidade hídrica; fertilidade do solo; população de plantas, sistema de cultivo; potencial produtivo do cultivar; e manejo de plantas daninhas, pragas e doenças (Sandini & Fancelli, 2000; Fancelli & Dourado Neto, 2003). A partir da década de 90, pode-se observar um aumento significativo da incidência e da severidade de algumas doenças fúngicas foliares.

O aumento dessas doenças pode ser atribuído por vários fatores, como: cultivos sucessivos de milho (safra e safrinha); monocultura; irrigação sem critérios técnicos; e sistema de plantio direto na ausência de rotação de cultura. Dentre essas doenças estão as manchas foliares, onde a mancha branca se destaca, considerada, atualmente, uma das principais doenças foliares da cultura do milho no Brasil, estando presente em, praticamente, todas as regiões produtoras (COSTA et al., 2010).



Danos econômicos da ordem de até 65% já foram constatados em áreas experimentais com histórico de incidência da doença. A severidade da doença é favorecida por temperaturas noturnas em torno de 14 ºC, alta umidade (> 60%) e, principalmente, por altas precipitações pluviométricas (Oliveira et al., 2004). Folhas com 10 a 20% de severidade da doença apresentam uma redução na taxa fotossintética líquida em torno de 40%, em cultivares suscetíveis (GODOY et al., 2001).

 Os plantios tardios de milho, realizados a partir de novembro, em geral permitem que a cultura se desenvolva sob altas precipitações pluviométricas, propiciando as condições adequadas para o desenvolvimento da doença (FERNANDES; OLIVEIRA, 1997).

Em trabalho apresentado e publicado nos anais da 62ª Reunião Técnica Anual da Pesquisa do Milho & 45ª Reunião Técnica Anual da Pesquisa do Sorgo, os autores Wordell Filho, J.A. e Nesi, C.N. avaliaram a severidade da mancha branca em milho em função do híbrido e da posição da folha na planta sob tratamento com fungicidas. para acessar o trabalho completo clique aqui.

Nesse trabalho, os autores concluíram que a mistura trifloxistrobina + protioconazol foi eficiente no controle da mancha branca com três ou mais aplicações. Os híbridos apresentam diferenças em relação à severidade, mas mesmo efeito em relação à aplicação da mistura. O tratamento V4+V8+FL+EG proporcionou o melhor controle da doença em ambos os híbridos estudados. Dentre as posições foliares avaliadas a folha da espiga apresentou a maior severidade da doença.


Leia também: Aplicação de fungicidas para o controle de mancha branca em diferentes estádios de desenvolvimento do milho safrinha


Veja o resultado dos autores abaixo:

Tabela 1: Valores médios de severidade de mancha branca em função da época de avaliação, do híbrido utilizado, do esquema de tratamento com fungicida e da posição da folha na planta. Chapecó, SC, 2017.  

O trabalho completo pode ser acessado nos Anais da 62ª Reunião Técnica Anual da Pesquisa do Milho & 45ª Reunião Técnica Anual da Pesquisa do Sorgo.

Em trabalho realizado por Tiago Madalosso, Renan Teston e Fernando Favero sobre avaliação de fungicidas para o controle de mancha branca no milho safrinha, os autores encontraram que muitos fungicidas registrados para o controle de mancha branca na cultura do milho não apresentam performance satisfatória para essa doença. Além disso, fungicidas com a presença do ativo fluxapiroxade apresentaram os melhores resultados no controle da mancha branca e consequentemente no rendimento de grãos. Houve incremento do controle com a adição do fungicida mancozebe às misturas de triazóis + estrobilurinas.

Veja os resultados dos autores abaixo:

Tabela 2. Severidade de mancha branca no milho safrinha em função de duas aplicações de diferentes fungicidas em Cafelândia – PR (safrinha 2017).

Tabela 3. Rendimento de grãos do milho safrinha em função de duas aplicações de diferentes fungicidas em Cafelândia – PR (safrinha 2017).

Disponível em: Anais do XIV SEMINÁRIO NACIONAL DE MILHO SAFRINHA, Cuiabá – MT, Brasil,2017.



Elaboração: Andréia Procedi – Equipe Mais Soja.

 

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