O trigo americano fechou de forma mista nessa quarta-feira, com alguns ajustes antes do relatório sobre oferta e demanda do USDA. Mesmo que o mercado não espere ajustes no quadro geral para o trigo, uma posição otimista está sendo tomada para o cereal.

O frio chegou mais cedo ao EUA esse ano, com diversas ameaças de neve logo no começo do outono. Com isso, poucos esperam que o trigo de primavera seja 100% colhido (o USDA já anunciou a revisão dos números, para o trigo, anunciados no último dia 30) e mesmo dentro de um bom cronograma de plantio da cultura de inverno, analistas falam pela primeira vez sobre a possibilidade da neve atrapalhar a evolução da semeadura.

Desde sexta-feira Minneapolis subiu 1,07% Chicago 1,99% e Kansas 2,29%, em seus contratos para dezembro. Na França, o mercado, mesmo “decepcionado” por não vender nenhuma carga para o Egito, está olhando para a oportunidade aberta pela redução de tarifa do Marrocos. A cotação para dezembro está se mantendo acima dos 178 euros e acima da média móvel de 50 dias.

Os técnicos locais do USDA na Austrália ajustaram sua projeção de produção no trigo 2019/20 para 18MMT contra 19MMT da estimativa “oficial” da agência. Se esse volume for confirmado, seria apenas 700.000 toneladas acima da safra anterior e estaria mais de 25% abaixo da média de 10 anos. “A maior razão para o ajuste da previsão são as menores perspectivas de produção em grande parte da Austrália Ocidental e regiões do Sul da Austrália”. Técnicos do USDA esperam exportações de trigo 9,5MMT contra 9MMT no ciclo anterior.



Fonte: T&F Agroeconômica

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