Arroz: A maior parte das áreas no Estado está em desenvolvimento vegetativo. A cultura tem apresentado situação fitossanitária adequada, assim como expectativas boas para a produtividade. Porém, a baixa cotação do arroz no mercado tende a causar uma diminuição da área plantada em comparação com a planejada, e consequente menor produção total.
As chuvas frequentes têm garantido volumes satisfatórios nos reservatórios e cursos d’água, fundamentais nesta fase de alta demanda evaporativa. Os cultivos de ciclo intermediário e tardio, conforme o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), têm recebido tratos culturais, como capina e adubação nitrogenada em cobertura. Durante o período, as equipes se dedicaram intensamente ao manejo da água nos tabuleiros.
A área a ser cultivada está estimada em 920.081 hectares (IRGA). A produtividade prevista inicialmente, em 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as lavouras continuam apresentando bom potencial produtivo nas primeiras áreas implantadas, que estão alcançando a fase reprodutiva. Os vários dias nublados ou chuvosos são favoráveis o desenvolvimento de doenças fúngicas, demandando aplicações de fungicidas para a proteção das áreas em fase de floração, com ênfase nas cultivares de maior sensibilidade aos patógenos, sobretudo brusone.
As precipitações regulares têm mantido as barragens de Quaraí na capacidade máxima. Em Uruguaiana, alguns produtores realizaram o cultivo em várzeas próximas das margens do Rio Uruguai, considerando a previsão de La Niña, mas ocorreram alagamentos, por breves períodos, em função das chuvas que elevaram o nível do curso d´água. Demais lavouras apresentam excelente aspecto e têm condições de alcançar a produtividade inicialmente estimada.
Na de Pelotas, predomina a fase de desenvolvimento vegetativo, que chega a 90%. Segue o manejo de irrigação, a adubação, o controle de ervas e os tratamentos fitossanitários para pragas e doenças.
Na de Porto Alegre, em Santo Antônio da Patrulha, a cultura está em desenvolvimento reprodutivo, com excelentes estimativas de produtividade. A colheita deve iniciar em abril. Os mananciais estão bem abastecidos para o manejo da lâmina d’água, e a preocupação dos produtores no momento são os tratos culturais e a aplicação de defensivos. A área semeada no município chega a cerca de 11.000 hectares.
Na de Santa Maria, a área estimada inicialmente de 124.415 hectares tende a não se confirmar integralmente devido ao acesso ao crédito rural e à baixa rentabilidade da cultura
no momento, fatores que tem levado parte dos produtores a reduzirem a área semeada. No momento, a maior parte das lavouras se encontra no estádio de desenvolvimento vegetativo (76%), 19% das áreas em floração e 5% em início de enchimento de grãos, fases que demandam atenção quanto ao manejo hídrico e fitossanitário.
Na de Soledade, parte da área iniciou a fase reprodutiva, e a maioria das lavouras estão no estádio vegetativo. O verde característico da cultura começa a dominar a paisagem dos cultivos, indicando a boa condução bem como manejo nutricional e fitossanitário. Estão 75% das áreas em desenvolvimento vegetativo e 15% em florescimento.
Comercialização (saca de 50 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 1,59%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 53,99 para R$ 53,13.
Fonte: Emater/RS




