A Farsul divulgou, nesta sexta-feira (20/03), os resultados das exportações gaúchas de fevereiro de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve uma queda de 14,4% no valor exportado (um total de US$ 881,7 milhões em comparação com US$ 1,03 bilhão no mesmo período de 2025) e de 19,5% no volume, um total de 1,55 milhões de toneladas. Em fevereiro de 2025, o estado havia exportado 1,92 milhões de toneladas.
Este resultado é um reflexo principalmente da menor oferta de grãos no mercado, principalmente da soja, além de uma base elevada do trigo em comparação com 2025. O valor total exportado pelo Estado no período foi de US$ 1,26 bilhões, com o agronegócio sendo responsável por 69,8% deste montante (US$ 881,7 milhões). Em termos de volume, o agronegócio representou 88,3% do total estadual no período.
Arroz tem desempenho excepcional para o período e freia quedas maiores
O arroz teve aumentos na casa dos três dígitos na comparação com 2025, com crescimento de 106,7% no valor e 284,2% no volume, com embarques para o México, Senegal, Venezuela e Costa Rica. Em contrapartida, o ambiente do mercado para o grão é de baixa liquidez e insatisfação dos produtores com o mercado interno, o que reforça a importância das exportações para absorver a oferta.
As quedas de valor se detiveram principalmente na soja em grão, no trigo e no fumo manufaturado, sendo que os dois primeiros também tiveram grande responsabilidade da queda no volume exportado.
No setor de proteína, houve aumento de 23,4% no valor e 24,2% no volume das vendas de boi vivo na comparação com o ano anterior, com a Turquia ainda sendo o principal mercado, mas entrada também do Egito. Na carne bovina, também houve alta, de 31,3% no valor e 8,5% no volume, com a China sendo o principal mercado, e avanços na Rússia e na Jordânia, o que compensou recuos no mercado americano.
Já a carne de frango teve queda de 5,8% no valor e 12,4% no volume, com dificuldade nos mercados do Oriente Médio e Norte da África. O desempenho da proteína no Estado foi forte, mas questões logísticas e comerciais nas regiões prejudicaram o resultado. As Filipinas reforçaram sua importância no mercado da carne suína, principal destino do produto, que teve alta de 21,1% em valor e 22,4% em volume.
O trigo teve queda no volume, apesar da demanda pelo produto não se alterar. É um sinal de que o trigo gaúcho tem perdido espaço no mercado internacional. Já a soja teve recuo forte, com baixa disponibilidade do grão no final da entressafra e ausência de embarques para o Irã. O fumo e derivados teve uma queda de 20,3% no valor, mas de apenas 0,7% no volume, o que indica uma deterioração de preços médios e indica que houve uma combinação menos favorável de produto e mercados em fevereiro.
Os produtos florestais, tiveram queda de 11,6% no valor e 5,5% no volume, concentrados em celulose e madeira serrada. Sobre a guerra comercial com os Estados Unidos, as exportações do RS recuaram 4,6% em valor, de US$ 65,0 milhões para US$ 62,0 milhões, mas cresceram 15,7% em volume, de 47,8 mil para 55,3 mil toneladas.
Os principais parceiros comerciais do estado em fevereiro foram a Ásia (exceto Oriente Médio) manteve-se como o principal destino das exportações do agronegócio gaúcho, totalizando US$ 367,7 milhões e 690 mil toneladas. Em segundo lugar aparece a Europa, com exportações de US$ 151,7 milhões, sendo US$ 119,0 milhões destinados à União Europeia. O Oriente Médio ocupou a terceira posição, com US$ 95,3 milhões.
Quanto aos países, a China permanece como principal destino, com US$ 103,5 milhões, representando 11,7% do valor exportado pelo agronegócio gaúcho. Na sequência destacam-se Vietnã (7,9%), Estados Unidos (7,0%), Indonésia (6,8%) e Filipinas (6,6%), evidenciando a importância da diversificação de mercados, especialmente no continente asiático.
Fonte: Farsul




