A safra 2021/2022 tem sido marcada pela alta generalizada nos custos dos insumos. Dentre eles, os fertilizantes têm se destacado como um dos itens que mais teve seu preço acrescido, em algumas formulações chegando a mais de 100% de aumento. Para a segunda safra, já é realidade a manutenção do cenário de altas, mas previsões apontam que as safras 2022/2023 de soja e 2023 de milho, também podem ser afetadas pela alta de preço dos fertilizantes.

Uma série de fatores contribuíram para a alta desses preços, tais como como a forte desvalorização do real perante o dólar, a inesperada escassez de oferta e a forte demanda. A China, grande produtora e exportadora de fertilizantes, vem passando por episódios de crise energética, impactando no funcionamento das indústrias e produção de insumos, diminuindo a oferta e pressionando os preços para cima.

De acordo com o CNA, em 2021 o produtor brasileiro se deparou com alta de 70,1% em relação ao preço da ureia, 74,8% para fosfato monoamônico (MAP) e 152,6% para cloreto de potássio. Diante deste cenário, Fernando Cadore, presidente da Aprosoja MT, fez recentemente a seguinte recomendação ao produtores mato-grossenses: “Orientamos que o produtor reduza a quantidade de fertilizantes utilizados, aproveitando a reserva do solo que vem sendo construída nos últimos anos”. Ele também enfatizou que essa ação deve ser tomada baseada em análises e consultas técnicas.

Reserva de solo e biodisponibilização de nutrientes

Apesar da extração e exportação de nutrientes do solo ao longo do ciclo da cultura, uma certa quantidade de nutrientes fica ali retida. Estes, “herança” de adubações passadas, são conhecidos como reserva de solo. Esse tópico tem ganhado cada vez mais destaque em função do desenvolvimento e adoção de sistemas de produção mais conservacionistas, como o plantio direto. A palhada por exemplo, além de protegê-lo de intempéries, é também uma “poupança” para a nutrição das plantas, que vão sendo liberados ao longo de sua degradação e podem ser utilizados para os cultivos seguintes.

Os microrganismos têm se mostrado grandes aliados na otimização do aproveitamento da adubação, característica que se encaixa perfeitamente no momento de alta de preços de fertilizantes. Para se obter alta produtividade e rentabilidade é necessário extrair ao máximo o potencial de cada insumo que compõe o sistema produtivo, especialmente os fertilizantes.

Em ecossistemas tropicais, o caso do Brasil, encontram em N e P desafios que podem restringir a produtividade. A utilização de bactérias que realizam a fixação biológica de nitrogênio (FBN) já é conhecida e de ampla difusão e aceitação no território brasileiro. De acordo com a Embrapa, a FBN contribui em média com 258 milhões de toneladas de nitrogênio nos mais variados ecossistemas, dos quais aproximadamente 60 milhões estão inseridos na produção agrícola.

Foto: Divulgação Biotrop

Disponibilidade no mercado

A complexa interação das partículas de P no solo sempre proporcionaram um grande desafio à agricultura brasileira.  Este elemento é caracterizado por alta reatividade e taxa de retenção de íons, resultando em menor disponibilidade para as plantas. Grande parte do P solúvel adicionado via adubação fosfatada acaba sendo adsorvido aos coloides do solo, ficando indisponível para as plantas, o que diminui muito a eficácia da adubação.

Outro ponto a considerar é que a acidez natural de grande parte dos solos brasileiros cria um ambiente favorável à retenção de fósforo por interação com íons de ferro, se apresentando em grande parte na forma de fosfato de ferro. A bactéria Pseudomonas fluorescens, já conhecida no mercado, tem alta capacidade de produção de sideróforos, que são moléculas orgânicas com alta afinidade com o ferro. Por meio desse mecanismo, estas bactérias realizam a solubilização do P fixado ao ferro, disponibilizando no solo esse nutriente para as plantas.

Produtos à base de bactérias como a Pseudomonas fluorescens ou formados por combinações de microrganismos, estão cada vez mais disponíveis no mercado.  Estes produtos têm se destacado como excelentes alternativas para ajudar o agricultor não apenas a potencializar seu investimento em fertilizante, mas também a preservar a longevidade produtiva dos solos preservando a lucratividade do produtor.

A Biotrop, empresa brasileira de insumos biológicos, possui em seu portfólio soluções capazes de auxiliar o produtor neste cenário de alta de preços de fertilizantes e incertezas. Com produtos à base de Azospirillum brasilense e Pseudomonas fluorescens, a empresa entrega soluções para o máximo desempenho do potencial produtivo dos cultivos.

Um exemplo é o bioinsumos BIOFREE, composto por Pseudomonas fluorescens e Azospirillum brasilense, que age na solubilização e disponibilização de fósforo às plantas, além de liberarem fitormônios que estimulam o crescimento e aprofundamento do sistema radicular, proporcionando maior exploração do solo e absorção de água a nutrientes (Ca, S, Mg, Fe, P e N). “Estas duas bactérias, por meio de ação sinérgica, aumentam a eficiência da adubação de base em até 25%, reequilibram a biologia do solo e elevam a produtividade das culturas. É o único a combinar a fixação biológica de nitrogênio e a mobilização de fósforo.”, destaca Éderson dos Santos, biólogo e gerente de portfólio da Biotrop.

Sobre:

A Biotrop é uma empresa brasileira, fruto da visão e empreendedorismo de um seleto grupo de profissionais apaixonados pelo agronegócio. Atua com foco em pesquisa e desenvolvimento de soluções diferenciadas e inovadoras, com o objetivo de contribuir para uma agricultura mais sustentável, saudável e regenerativa. Com escritório em Vinhedo (SP) e fábrica em Curitiba (PR), a empresa leva ao mercado o que há de melhor no mundo em soluções biológicas e naturais.

Acesse www.biotrop.com.br.

Fonte: Assessoria de imprensa biotrop

Foto de capa: Divulgação Biotrop

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