A canola se encontra majoritariamente em fase reprodutiva (floração, formação de síliquas e enchimento de grãos), com evolução diferenciada entre as regiões, estando mais adiantada no Noroeste do Estado, onde algumas lavouras foram colhidas.

O aumento da luminosidade e das temperaturas no período favoreceram o avanço do ciclo e, nas áreas mais adiantadas, a formação e o enchimento das síliquas. Porém, os períodos prolongados de nebulosidade, de elevada umidade e de precipitações frequentes limitaram o desenvolvimento em algumas áreas e tendem a reduzir o potencial produtivo. A ocorrência de granizo provocou danos em alguns cultivos.

O estado fitossanitário é, em geral, satisfatório, mas há registros de aumento da incidência de traça-das-crucíferas e ocorrência localizada de pulgões. É efetuado o monitoramento de doenças, como canela-preta e mofo-branco. Apesar do comprimento normal, as síliquas, em algumas lavouras, têm apresentado baixo número de grãos, condição que reduz o potencial produtivo.

A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Borja, dos 13.500 hectares cultivados 10% se encontram em enchimento de grãos, 80% em floração e 10% no final da fase de desenvolvimento vegetativo. O potencial está elevado nas lavouras com maior investimento em adubação de base, nitrogênio em cobertura e boro. Já nas áreas com menor investimento ou com problemas de estande, o potencial está mais limitado.

Na de Frederico Westphalen, 1% da área está em desenvolvimento vegetativo, 28% em fase de florescimento, 65% em enchimento de grãos, e 6% em maturação. A ocorrência de granizo provocou danos significativos em vários locais.

Na de Ijuí, o desenvolvimento das plantas está adequado, mas com número de grãos por síliqua abaixo do esperado em razão da ocorrência de sementes não desenvolvidas. Cerca de 10% das áreas estão em maturação. As primeiras lavouras, semeadas no início de abril,
antes do período preferencial de implantação, foram colhidas. Esses cultivos representam menos de 1% da área cultivada e apresentaram produtividade inferior a 1.200 kg/ha.

Houve aumento de incidência de traça-das-crucíferas. Na de Passo Fundo, as áreas estão em floração (10%), em formação de vagens e enchimento de grãos (90%), com boa condição sanitária. Foram registrados episódios de granizo em alguns municípios, cujos efeitos ainda estão em avaliação.

Na de Pelotas, 70% das lavouras estão em florescimento, e 30% em enchimento de grãos. Apesar do bom estande, o desenvolvimento das plantas foi prejudicado pela sucessão de dias nublados, pela elevada umidade e por chuvas frequentes em agosto, o que deverá repercutir negativamente sobre a produtividade.

Na de Santa Maria, em Tupanciretã, principal município produtor da região, com 29 mil hectares de canola, 5% das lavouras estão no terço final da floração, 85% em formação e enchimento de grãos e 10% em maturação.

Na de Santa Rosa, 4% estão em desenvolvimento vegetativo, 32% em floração, 59% em enchimento de grãos, 5% maduras, e 1% colhido. O período de tempo firme, associado ao aumento da radiação solar e das temperaturas, favoreceu o desenvolvimento das plantas. A condição fitossanitária está satisfatória, mas há incidência pontual de pulgões, sem registros expressivos de danos por mofo-branco ou geadas.

Na de Soledade, as condições de radiação solar e as temperaturas relativamente elevadas favoreceram o avanço do ciclo. A cultura está em fase de queda de pétalas e de formação de síliquas com bom desenvolvimento de grãos. Estão 60% em florescimento e formação de síliquas, e 40% em enchimento de grãos. A traça-das-crucíferas tem sido a principal praga, e as doenças canela-preta e mofo-branco seguem monitoradas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Ijuí, R$ 132,00; na de Santa Rosa, R$134,05.

Fonte: Emater/RS


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FONTE

Autor:Emater/RS

Site: Informativo Conjuntural

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