Segundo levantamento da Emater/RS-Ascar, a área estimada com canola para o Rio Grande do Sul na safra 2019 é de 32,7 mil hectares, com uma produtividade média de 1.258 quilos por hectare. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (27/06), a regional de Santa Rosa, que engloba os Coredes Missões e Fronteira Noroeste, é destaque neste cultivo, com uma área estimada inicial de 11.196 hectares, que corresponde a 34,1% da área estadual. Naquela região, o plantio da canola já foi finalizado e atualmente 63% da área se encontra em desenvolvimento vegetativo, com 33% em florescimento e 4% em enchimento de grãos.

Com os dias ensolarados, melhora a condição da cultura que no momento apresenta intenso desenvolvimento vegetativo. Devido às boas condições do tempo para a cultura, a região começa a visualizar um aumento da produtividade inicial. O preço médio pago para a saca é de R$ 71,38, apresentando alta em relação à semana anterior e acompanhando o aumento do preço da soja.

Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, que compreende os Coredes Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, a cultura apresentou desenvolvimento rápido, beneficiada pelas altas temperaturas, e com emissão de grande volume de flores. Produtores estão satisfeitos com o desenvolvimento da cultura apresentado até o momento, devido à boa sanidade e à baixa infestação de pragas. O preço médio praticado na região foi de R$ 64,80/sc. de 60 quilos.

Na regional de Santa Maria, de abrangência dos Coredes Jacuí Centro, Vale do Jaguari e Central, a estimativa é de 5,26 mil hectares. Destaque para Tupanciretã, com 1.500 hectares; Júlio de Castilhos, com previsão de 800 hectares e Santiago com 700 hectares. Juntos, estes municípios são responsáveis por 57% de toda a área de canola da região, onde o plantio também já foi encerrado.

A cevada também está implantada no RS. Para esta safra, a área estimada é de 42,4 mil hectares, com uma produtividade média de 2.073 quilos por hectare. Na regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, que engloba o Corede Norte, a estimativa inicial de área plantada é de 8.850 hectares, com uma expectativa de 2.198 quilos por hectare.

O preço médio é de R$ 68,00/sc. para grãos em condições ideais para comercialização. A cevada está implantada nas regiões Sul, Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, com desenvolvimento inicial considerado satisfatório. O preço médio é de R$ 51,20/sc.

Na aveia branca, a área estimada para o Estado nesta safra é de 299,8 mil hectares, com uma produtividade média de 2.006 quilos por hectare. Destaque para a regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, com 37% da área do Estado. Nesta região, as primeiras lavouras implantadas já estão em estádio reprodutivo e com baixo número de perfilhos. Com longo período quente e com alta luminosidade, a cultura apresentou rápido crescimento. Alguns produtores iniciaram a aplicação de fungicidas preventivamente, pois as lavouras apresentam boa condição fitossanitária.

Nesta semana, o plantio do trigo avançou 18 pontos percentuais, impulsionado pela ausência de chuvas e da boa umidade no solo, alcançando 73% de uma área de 739,4 mil hectares. Apesar disso, o plantio encontra-se 5% inferior ao mesmo período do ano passado.

Já entre as culturas de verão, a do milho, por exemplo resta para colher apenas áreas pontuais, do plantio do tarde. Em alguns locais das regiões da Campanha e Fronteira Oeste, que juntas cultivaram aproximadamente 5% dos 750 mil hectares de milho na safra 2018/2019, o término da colheita deverá ocorrer ao longo do mês de julho.


 


Nessas regiões, prossegue a colheita manual do milho nas propriedades onde o grão é utilizado para alimentação animal. Algumas lavouras plantadas no tarde foram afetadas pelo pouco volume de chuva de fevereiro e março, o que ocasionou uma redução no tamanho das plantas e falhas no enchimento de grãos.

Na soja, a cultura encontra-se em entressafra no Estado. Os produtores seguem com o planejamento da próxima safra gaúcha. Nas regiões do Noroeste Colonial, Celeiro e Alto Jacuí, os agricultores realizam a correção do solo com a aplicação de calcário em cobertura. Na grande região Metropolitana, observa-se tendência de aumento na área cultivada, podendo ocupar áreas até então destinadas ao cultivo de arroz.

No arroz, os arrozeiros do Estado seguem os trabalhos de planejamento da próxima safra e de comercialização da produção. Na Zona Sul, os produtores realizam a aquisição de insumos e o preparo antecipado das áreas para o próximo cultivo.

A área estimada para o feijão segunda safra 2019 no Estado é de 19,52 mil hectares, com uma produtividade média de 1.644 quilos por hectare. A safra já foi colhida, restando apenas algumas lavouras pontuais.

BOVINOS DE CORTE 

Os rebanhos de bovinos de corte começam a perder peso a partir desta época, principalmente os que estão utilizando somente as pastagens naturais, devido à redução na qualidade nutricional das forrageiras. No entanto, em locais mais abrigados, o campo nativo ainda está com partes vegetativas.

Este cenário requer tomar iniciativas de manejo para garantir a nutrição dos rebanhos, como adequações da carga animal, utilização de sal mineral proteinado, rações e suplementações. As pastagens cultivadas de inverno passam a ser utilizadas pelos rebanhos, que começam a ganhar peso onde o pastejo vem sendo feito corretamente.

O manejo está direcionado para as matrizes em gestação, que iniciam a temporada de nascimento de terneiros, favorecida pelo menor ataque de ectoparasitas que poderiam causar danos aos recém-nascidos. Quanto à sanidade, podemos classificar como satisfatória, em função da redução dos surtos de carrapatos e dos casos de tristeza parasitária bovina.

As principais práticas de manejo realizadas foram a implantação de forrageiras de inverno, os banhos carrapaticidas, mineralização, a aplicação de vacinas contra clostridioses, desverminação, revisões de cercas, aparte de terneiros para desmame e o tratamento de miíases.

Fonte: Emater/RS

Texto originalmente publicado em:
Emater/RS
Autor: Emater/RS

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