Atrelado as temperaturas favoráveis ao desenvolvimento da ferrugem-asiática, as precipitações observadas no mês de Dezembro contribuíram para o avanço dos casos de ferrugem-asiática no Rio Grande do Sul. Conforme atualizações do Consórcio Antiferrugem, agora há cinco casos de ocorrência da doença registrados no Rio Grande do Sul, em Arroio Grande, Capão do Cipó, Colorado, Saldanha Marinho e Santa Rosa.

Já no estado do Paraná, já foram relatados 62 casos de ocorrência da ferrugem na presente safra, enquanto o Mato Grosso do Sul conta com 19 casos registrados, São Paulo com quatro casos e Santa Catarina com um caso. A evolução dos casos no Paraná e Rio Grande do Sul, acende um alerta aos sojicultores das regiões vizinhas aos registros, tornando necessário intensificar medidas de monitoramento e controle da ferrugem.

Figura 1. Mapa de Dispersão dos casos de ferrugem-asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi) na safra 2025/2026 no Brasil.
 Fonte: Consórcio Antiferrugem (2025)

A maioria dos casos reportados foram observados em soja no período reprodutivo do desenvolvimento, no entanto, no RS, há relato da ocorrência da ferrugem já no estádio vegetativo da cultura. Essa evolução da dispersão dos casos de ferrugem torna indispensável o monitoramento intensivo das áreas de cultivo, para atuar de forma preventiva a ocorrência da doença, visando reduzir as perdas de produtividade.

Figura 2. Distribuição dos casos de ferrugem-asiática quando ao estádio de desenvolvimento da soja.
Fonte: Consórcio Antiferrugem (2025)

Identifica a doença no estádios iniciais do desenvolvimento é crucial para auxiliar no posicionamento de fungicidas, visando reduzir o impacto da doença no rendimento da soja.

Identificação dos sintomas

Os primeiros sintomas são observados no terço inferior da planta e aparecem como minúsculas pontuações (no máximo 1 mm de diâmetro) mais escuras que o tecido sadio da folha, com coloração esverdeada a cinza-esverdeada (Godoy et al, 2017).

Figura 3. Sintomas iniciais do desenvolvimento da ferrugem-asiática da soja.

A confirmação da ferrugem-asiática é feita pela constatação, no verso da folha (face abaxial) de saliências semelhantes a pequenas feridas ou bolhas, que correspondem às estruturas de reprodução do fungo (urédias). Essa observação é facilitada com a utilização de uma lupa de 20 a 30 aumentos, ou sob microscópio estereoscópico (lupa com maiores aumentos). Com o passar do tempo, as folhas infectadas pelo fungo tornam-se amarelas, ficam secas e caem.

Figura 4. Estruturas reprodutivas (urédias) do fungo causador da ferrugem-asiática.

Vale destacar que a ferrugem asiática pode ocorrer em qualquer estádio do desenvolvimento da soja, desde que, haja condições adequadas ao desenvolvimento do patógeno. Conforme orientações de manejo, todo o programa de controle da ferrugem-asiática deve ser realizado de forma preventiva a ocorrência de doença, logo, áreas vizinhas aos casos relatados devem receber atenção especial quando ao manejo.

Confira as atualizações do Consórcio Antiferrugem clicando aqui!

Referências:

CONSÓRCIO ANTIFERRUGEM. MAPA DA DISPERSÃO. Consórcio Antiferrugem: Parceria público-privada no combate à ferrugem asiática da soja, 2025. Disponível em: < http://www.consorcioantiferrugem.net/#/main >, acesso em: 02/01/2026.

GODOY, C. V. et al. BOAS PRÁTICAS PARA O ENFRENTAMENTO DA FERRUGEM-ASIÁTICA DA SOJA. Embrapa, Comunicado Técnico n. 92, 2017. Disponível em: < http://acacia.cnpso.embrapa.br:8080/cferrugem_files//1568669683/ComTec92.pdf >, acesso em: 02/01/2026.

 

 

 

 

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