Comentários referentes à 01/04/2025, por T&F Agroeconômica
FECHAMENTOS DO DIA 01/04
Milho: A cotação de maio, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 0,87% ou $ 4,50 cents/bushel a $ 461,25. A cotação para maio, fechou em alta de 1,08 % ou $ 5,00 cents/bushel a $ 468,25.
ANÁLISE DA ALTA
O milho negociado em Chicago fechou em alta nesta terça-feira. O mercado ainda está olhando para a demanda solida que o milho americano teve essa temporada. Com isso, a redução nos atuais estoques do cereal americano deu suporte para a alta. O presidente Donald Trump declarou informalmente 2 de abril como o “Dia da Libertação”, no qual ele planeja implementar um amplo conjunto de tarifas contra diversos países. Com isso, existe uma expectativa de aumento na demanda interna, mas uma queda muito forte na exportação do grão. Nesta terça o mercado optou por olhar apenas para a demanda até o momento.
B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: Milho B3 fechou em alta com mercado buscando correção entre físico e futuros
Os principais contratos de milho encerraram o dia em alta nesta terça-feira. As cotações voltaram a fechar em alta, com correções com boa valorização a partir de junho 2025. O milho verão começou a aparecer, o que tranquiliza o comprador, mas por outro lado, o vendedor não está disposto a aceitar qualquer oferta, o que torna a queda dos preços no mercado físico lenta. A B3 ainda está com um preço muito descolado do físico, principalmente na base São Paulo. O mercado deve buscar um ponto de equilíbrio nos próximos dias.
OS FECHAMENTOS DO DIA 01/04
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta no dia: o vencimento de maio/25 foi de R$ 78,53 apresentando alta de R$ 0,81 no dia, alta de R$ 0,60 na semana; julho/25 fechou a R$ 73,37, alta de R$ 1,08 no dia, alta de R$ 0,90 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 72,60, alta de R$ 1,09 no dia e alta de R$ 0,96 na semana.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
O LADO POSITIVO DAS TARIFAS (altista)
O milho teve sua terceira sessão consecutiva de alta em Chicago. Assim como no caso da soja, os comerciantes se concentraram em algumas das possíveis “consequências” positivas
da escalada tarifária que está a todo vapor e prestes a se tornar global a partir desta quarta-feira, assim como os comerciantes do mercado de ração. Nesse sentido, tarifas recíprocas devem restringir a entrada de etanol brasileiro nos Estados Unidos, grande comprador do produto, aumentando o uso do etanol interno (bom para os americanos, “ruim” para o Brasil, mas o volume é tão pequeno que não fará diferença).
EUA-CHUVAS ANTES DO PLANTIO (baixista)
Enquanto isso, nos dias que antecedem o início da temporada de plantio de 2025/2026, chuvas significativas estão sendo registradas em áreas do Centro-Oeste. As previsões indicam que as chuvas aumentarão nos próximos dias no cinturão sul da soja/milho, com potencial de causar inundações nas regiões produtoras, o que dificultaria o início do trabalho de campo.
PRÓS E CONTRAS AS TARIFAS PARA O CANADÁ (?)
Apesar de tudo isso, e do apoio fornecido pelo petróleo em meio às tensões entre os Estados Unidos, a Rússia e o Irã, ainda há preocupações sobre uma guerra comercial visando dois países: México e Canadá, os principais compradores de milho e etanol dos EUA, respectivamente. Além disso, vale lembrar que o Canadá é o principal fornecedor de fertilizantes para os agricultores americanos, e especialistas dizem que os EUA não têm chance de autossuficiência nesses produtos, que também são importados da Rússia.
BRASIL/CONAB-PLANTIO DA SAFRINHA ESTÁ 97,9% CONCLUÍDO (baixista)
A Conab informou ontem que o avanço do plantio da safra brasileira de milho safrinha está em 97,9% da área planejada, ante 95,6% na semana anterior, 98,7% no mesmo período de 2024 e a média de 92,5% dos últimos cinco anos. Em relação à primeira colheita, foi registrado aproveitamento de 53,3% da área, ante 48% na semana passada, 46,4% no ano passado e média de 41,10%.
Fonte: T&F Agroeconômica