Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 28/08/2025
FECHAMENTOS DO DIA

Chicago: A cotação de setembro, referência para a nossa safrinha, fechou em baixa de 0,44% ou $ -1,75 cents/bushel, a $ 387,50. A cotação para dezembro fechou em baixa de 0,67% ou $ -2,75 cents/bushel, a $ 409,50.

ANÁLISE DA ALTA

O milho negociado em Chicago fechou em alta nesta quinta-feira. As cotações do cereal foram impulsionadas por compras de oportunidade depois de duas quedas seguidas. O robusto relatório de vendas para exportação deu sustentação ao movimento. Apesar da queda de 26,93% em relação à semana anterior, os 2 milhões de toneladas negociados superam a média necessária atingir a meta recorde do USDA na temporada 25/26.

A Comissão Europeia reduziu sua previsão de colheita de milho e aumentou a de importações, enquanto a StatsCan estimou um leve aumento na produção de milho no Canadá. Na Argentina, a colheita do milho continua em ritmo acelerado, com uma produtividade acima da média do ano anterior.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: O milho fechou em baixa com dólar e revisão nas exportações de agosto

Os principais contratos de milho encerraram em baixa nesta quinta-feira. As cotações da B3 reagiram a queda do dólar que caminha para um saldo negativo no acumulado da semana. Os ajustes nas exportações foram negativos no dia. A ANEC reduziu sua previsão para os embarques de milho brasileiro em agosto de 8,05 para 7,82 milhões de toneladas, volume que permaneceu acima dos 3,97 milhões de toneladas de julho e dos 6,42 milhões de toneladas do mesmo mês do ano passado.

OS FECHAMENTOS DO DIA 28/08

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia: o vencimento de setembro/25 foi de R$ 65,12, apresentando baixa de R$ 0,65 no dia e baixa de R$ 1,24 na semana; o vencimento de novembro/25 foi de R$ 69,07, com baixa de R$ 0,82 no dia e baixa de R$ 0,33 na semana; o contrato de janeiro/26 fechou a R$ 71,48, com baixa de R$ 0,57 no dia e baixa de R$ 0,12 na semana.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-EXPORTAÇÕES FORTES (altista)

O lado das exportações continua sendo o ponto mais forte para o mercado de milho dos EUA e, por enquanto, o único que fornece suporte diante da oferta recorde que já começou
a aumentar. Em seu relatório semanal de hoje, o USDA reportou vendas de milho de 2.089.700 toneladas para a safra 2025/2026, abaixo das 2.860.000 toneladas reportadas no relatório anterior, mas dentro da faixa esperada pelos traders, que era de 1,20 a 2,60 milhões de toneladas. O México liderou a lista de compradores, com 620.700 toneladas. Como observamos ontem, a média de vendas semanais necessária para atingir a meta recorde de exportação projetada pelo USDA, de 73,03 milhões de toneladas, deve ficar em torno de 1,4 milhão de toneladas. Em relação à temporada 2024/2025, a agência anunciou cancelamentos de 17.800 toneladas.

CANCELAMENTO DA REUNIÃO COM A JAPÃO (negativo)

Além desse desempenho positivo das exportações americanas, não podemos perder de vista que a crise em torno das tarifas impostas pela Casa Branca permanece latente, em meio aos tênues acordos que alguns países vêm negociando. Por exemplo, Ryosei Akazawa, principal negociador comercial do Japão, cancelou uma visita aos EUA hoje, no último minuto, devido a divergências não resolvidas em torno do pacote de investimentos de US$ 550 bilhões oferecido por Tóquio em troca do alívio de tarifas punitivas sobre produtos japoneses.

“Observou-se que há pontos que precisam ser discutidos em nível administrativo durante a coordenação com os EUA. Portanto, a viagem foi cancelada”, disse o porta-voz do governo japonês, Yoshimasa Hayashi. A Reuters lembrou que Washington e Tóquio concordaram em julho em estabelecer uma tarifa reduzida de 15% sobre as importações do Japão em troca de um pacote de investimentos para os Estados Unidos por meio de empréstimos e garantias governamentais, mas os detalhes permanecem obscuros. O Japão é o segundo maior comprador de milho dos EUA.

EUA-SECA MENOR SOBRE O MILHO (altista)

Após a atualização do mapa de monitoramento da seca nos Estados Unidos, o USDA manteve hoje 5% da área cultivada com milho apresentando algum grau de seca, número
inferior aos 8% registrados no mesmo período em 2024.

CANADÁ-MAIS MILHO (baixista)

A StatsCan estimou hoje a produção de milho do Canadá em 15,55 milhões de toneladas, ligeiramente acima dos 15,30 milhões de toneladas previstos pelo USDA e dos 15,34 milhões de toneladas previstos para a temporada anterior. Em relação à colheita, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou um aumento de 5% na safra de milho.

EUROPA- REDUÇÃO NA SAFRA (altista)

Em seu relatório mensal de estimativas agrícolas, a Comissão Europeia reduziu sua previsão para o volume da colheita de milho da União Europeia de 60,10 para 57,60 milhões de toneladas, um volume que seria 3,4% inferior ao da temporada anterior. Além disso, a agência da UE aumentou a necessidade de importação para o ciclo 2025/2026 de 18,30 para 18,80 milhões de toneladas, um número que também permaneceria abaixo dos 20 milhões de toneladas da temporada anterior.

ARGENTINA – RETA FINAL DA COLHEITA

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) divulgou em seu relatório semanal o avanço da colheita de milho na Argentina, atingindo 97,2% da área apta, favorecida por uma janela de boas condições ambientais.

INVESTIMENTO EM FERTILIZANTES… NOS EUA (altista)

O governador de Illinois, JB Pritzker, anunciou no Farm Progress Show no início desta semana que a Cronus Chemicals está investindo US$ 2 bilhões em uma nova unidade de produção de fertilizantes em Tuscola, Illinois. Após a conclusão, a unidade poderá produzir até 950.000 toneladas de amônia por ano e empregar cerca de 130 trabalhadores em tempo integral. E aqui, no Brasil??!!

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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