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Controle de plantas daninhas após a colheita do milho é prática de manejo fundamental para o sistema de produção

O controle de plantas daninhas é indispensável para reduzir perdas produtivas em culturas agrícolas. Além da matocompetição com plantas cultivadas, plantas daninhas atuam como hospedeiras de pragas e doenças, contribuindo para a sobrevivência desses na lavoura. Segundo Gazziero e Silva (2017), dependendo da espécie de planta daninha, perdas de produtividade superiores a 91% em milho, 79% em soja e 77% em algodão podem ser observadas, como é o caso do caruru (Amaranthus palmeri).

Outra planta daninha com elevada habilidade competitiva é a buva, planta pertencente ao gênero Conyza. Conforme destacado por Gazziero et al. (2010), dependendo do nível de infestação de buva na lavoura, perdas de produtividade de até 48% podem ser observadas em soja. Corroborando essa afirmação, resultados de pesquisa do Supra Pesquisa demonstram que para infestações de 1 planta m2 de buva, tem-se a redução de 14% da produtividade da soja.

Figura 1. Interferência de diferentes densidades populacionais de Buva sob a produtividade da soja.

Fonte: Lorenzeti, et. al., (2016).

Além da elevada habilidade competitiva, cabe destacar que grande parte das espécies de plantas daninhas mais comuns em lavouras agrícolas apresentam resistência conhecida a determinados herbicidas e mecanismos de ação de herbicidas, fato que dificulta ainda mais o controle eficiente dessas plantas daninhas em pós-emergência. Além disso, por plantas dicotiledôneas apresentarem certa similaridade a cultura da soja, o controle dessas espécies em meio a soja é extremamente complexo em virtude da baixa seletividade dos herbicidas.

Pensando nisso, uma das principais estratégias de manejo visando reduzir a interferência de plantas daninhas na cultura da soja é o estabelecimento da cultura no limpo e o manejo e controle eficiente de plantas daninhas durante o período entressafra. Algumas espécies a exemplo da buva, possuem grande capacidade em produzir sementes, as quais normalmente são dispersas sem grandes dificuldades, contribuindo para a manutenção do banco de sementes do solo e fluxos de emergência de plantas daninhas.

Segundo Barroso et al. (2021), a produção de sementes por planta por algumas espécies de Conyza pode variar de 200 mil a 600 mil. Logo, realizar o controle dessas daninhas antes que produzam sementes é fundamental para reduzir as infestações em áreas de cultivo. Além disso, cabe destacar que na grande maioria dos casos, as plantas daninhas apresentam maior sensibilidade aos herbicidas nos períodos iniciais do seu desenvolvimento, sendo mais facilmente controladas durante esses períodos.



O professor e pesquisador Alfredo Albrecht destaca que o período após a colheita do milho safrinha é um dos momentos mais importantes para se realizar o controle de plantas daninhas, especialmente em áreas onde tem-se observado grandes fluxos de emergências de planta daninhas durante os períodos finais do desenvolvimento do milho. O controle de plantas daninhas durante o período entressafra da soja, especialmente após o milho safrinha contribui significativamente para a redução das populações de plantas daninhas, podendo inclusive ser utilizado como fermenta de manejo da resistência dessas plantas, possibilitando o uso de herbicidas de diferentes mecanismos de ação durante esse período.

Confira o vídeo abaixo com as dicas e contribuições do professor e pesquisador Alfredo Albrecht.


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Referências:

BARROSO, A. A. M.; et al. CONTROLE DE ESPÉCÍES RESISTENTES AO GLIFOSATO. Matologia: Estudos sobre plantas daninhas. Fábrica da Palavra, Jaboticabal, 2021.

GAZZIERO, D. L. P. et al. INTERFERÊNCIA DA BUVA EM ÁREAS CULTIVADAS COM SOJA. XXVII Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas, 2010. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/859013/1/Interferenciabuva.pdf >, acesso em: 12/08/2022.

GAZZIERO, D. L. P.; SILVA, A. F. CARACTERIZAÇÃO E MANEJO DE Amaranthus palmeri. Embrapa, Documentos, n. 384, 2017. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/159778/1/Doc-384-OL.pdf >, acesso em: 12/08/2022.

Equipe Mais Soja
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