Dia 21 de julho de 2020, o Mais Soja teve a oportunidade de realizar uma Live com o Vencedor do Desafio CESB 19/20 Laercio Dalla Vecchia e com o Professor da Universidade Federal de Santa Maria Thomas Martin, a Live foi transmitida no Facebook do Mais soja e no canal do YouTube e está disponível clicando aqui!
A produtividade média obtida por Laercio para o desafio do CESB foi de 118,82 sc.ha-1 e quando questionado o que o levou a participar do desafio e como foi obtida a produtividade Laercio responde que tem como referências as produtividades do CESB e destaca que pensava no que era preciso fazer para melhorar sua produtividade e alcançar as produtividades do concurso. Segundo Laercio, um dos principais fatores para melhorar a produtividade foi a sustentabilidade, “consegui melhorar minha produção com sustentabilidade”.
Quando questionado por Thomas sobre o começo das participações no desafio, Laercio responde que num primeiro momento, logo que iniciou a participar, pensava apenas no “quanto colher”, investindo pesado em adubação e outros insumos, entretanto, os resultados não foram satisfatórios, sendo que maiores rentabilidades foram observadas nas áreas não destinada ao desafio, mesmo com menores produtividades, foi então que Laercio decidiu buscar a sustentabilidade do sistema “não importa o quanto que a gente colhe e sim o quanto que sobra”.
O produtor destaca que o manejo aliado a sustentabilidade é fundamental pra alcançar boas produtividade, permitindo a longevidade do sistema de produção e propriedade, sendo essencial o monitoramento da lavoura, as aplicações de defensivos no momento correto entre outros, sendo a tecnologia mais importante a “tecnologia capricho”, tecnologia essa que o agricultor destaca estar ao alcance de qualquer um, independentemente da área de cultivo.
O professor Thomas pergunta a Laercio se algum curso e/ou capacitação foi realizada pelo produtor, para atingir as altas produtividades. Laercio por sua vez cometa que em conjunto com outros agricultores da região realizou um curso ofertado pelo SENAR que possibilitou ao agricultor o maior conhecimento de MIP, auxiliando no controle de insetos pragas e dando ênfase a sobrevivência de inimigos naturais que auxiliam no controle de insetos pragas, Laercio comenta que o curso o auxiliou no conhecimento para identificar os inimigos naturais e destaca que o MIP foi fundamental para a sustentabilidade da produção, sendo que na área de produção para o concurso não foi necessária nenhuma pulverização com inseticidas, sendo realizado o MIP e o uso de inseticida se deu apenas no tratamento de sementes.
Com relação à disponibilidade de água pra as plantas, segundo Laercio a rotação de culturas, aliado a boas propriedades físicas do solo (não havendo compactação), aumentam a infiltração de água do solo e enfatiza que a rotação de culturas, em especial com o milho no verão possibilitam condições adequadas e melhorias significativas no solo. No caso do milho, Laercio ainda comenta que benefícios como o controle da erosão e o controle de plantas daninhas são características fundamentais que contribuem para a sustentabilidade do cultivo, beneficiando especialmente a soja após o milho na rotação de culturas.
O Produtor destaca que cada tecnologia deve ser testada e analisada na situação da propriedade, sendo que a rotação de culturas deve ser adaptada a cada ambiente de cultivo visando a sustentabilidade do sistema, utilizando plantas com capacidade de reduzir erosão nas áreas mais declivosas, plantas com capacidade de ciclar nutrientes em áreas onde essa se faz necessária, etc, buscando adequar os benefícios trazidos pelas plantas em cada situação distinta.
Thomas pergunta como é realizada a adubação da área de cultivo, e Laercio responde que a adubação de sistema é a principal forma de adubação da área, distribuindo a adubação entre as culturas de inverno e verão, buscando agregar apenas o necessário de fertilizante na cultura da soja “o excesso de algum nutriente é tão prejudicial quanto a falta dele”. Outro fator importante abordado pelo professor Thomas é a inoculação, segundo Laercio, a inoculação foi realizada via sulco, utilizando “4 doses de inoculante para soja e 1,5 doses de inoculante para milho”.
Confira o case com o manejo completo clicando aqui!
Laercio destaca que o monitoramento é fundamental pra boas produtividade e sanidade da lavoura, dando atenção para doenças com histórico na propriedade, além do básico bem feito, “sempre tem alguma coisa que pode ser feito na propriedade que não representa custo e aumenta a lucratividade”.
Confira a Live completa logo abaixo.
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