Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Sinais de demanda aquecida por parte da China pelo produto americano garantiram a elevação. O início da colheita no Brasil e o relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado dia 12, seguiram no radar dos agentes.

Ontem, informações veiculadas pela agência Reuters davam conta de que mais 10 cargas de soja americana teriam sido compradas pela Sinograin, estatal chinesa. Fontes indicam que o volume já adquirido desde o acordo entre os dois países estaria por volta de 10 milhões de toneladas. A meta sinalizada no final de outubro – data do acordo – é de 12 milhões até fevereiro.

A safra do Brasil se desenvolve bem e está em fase inicial de colheira. Levantamento da Safras News junto as regiões produtoras do país indica lavouras de desenvolvendo bem e bom potencial produtivo, sem maiores riscos.

O USDA deverá, no seu relatório de janeiro, indicar redução na projeção para a safras dos Estados Unidos em 2025/26. Os estoques de passagem americanos devem ser revisados para cima.

Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra americana deverá ser cortado de 4,253 bilhões para 4,232 bilhões de bushels. Para os estoques americanos em 2025/26 a previsão deverá ficar em 301 milhões de bushels, contra 290 milhões previstos em dezembro.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2025/26 de 123,1 milhões de toneladas. Em dezembro, o número ficou em 122,4 milhões.

Os estoques trimestrais norte-americanos de soja na posição 1o de dezembro deverão ficar acima do número indicado pelo USDA em igual período de 2024. A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais, que indicam estoques trimestrais de 3,296 bilhões de bushels. O relatório trimestral será divulgado às 14hs, na segunda, dia 12. Em igual período de 2024, o número era de 3,1 bilhões de bushels.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 10,75 centavos de dólar, ou 1,01%, a US$ 10,67 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,78 3/4 por bushel, com elevação de 10,75 centavos de dólar ou 1%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 5,90 ou 1,96% a US$ 305,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 49,31 centavos de dólar, com perda de 0,09 centavo ou 0,18%.

Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua / Safras News

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Site: Safras News

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