Apesar de não fornecer energia de forma direta, a temperatura têm efeito nas reações metabólicas das plantas, sendo capaz de acelerar (altas temperaturas) ou desacelerar (baixas temperaturas) ditas reações em diferentes partes das fases do ciclo de desenvolvimento.

Figura 1. Temperaturas limites letais e temperaturas cardinais por fase do milho.
Fonte: Equipe Field Corps

Conhecer as temperaturas letais e cardinais no milho, é fundamental para entender a fotossíntese líquida (é a diferença entre a fotossíntese bruta e a respiração). Quando a temperatura do ar é mais amena (próximo da temperatura ótima) se acentua a fotossíntese líquida, porém, temperaturas acima da ótima, a assimilação fotossintética diminui, já que os gastos por respiração aumentam e a taxa fotossintética é a mesma.

Para exemplificar o gasto de energia da planta causado por temperaturas altas, verificou-se a relação entre produtividade e temperatura do ar diária (média e máxima) durante todo o ciclo de desenvolvimento do milho. As produtividades foram simuladas para quatro regiões no Rio Grande do Sul (RS) através do modelo Hybrid-Maize (Yang et al., 2004). Assim, foi identificado um decréscimo na produtividade potencial do milho com temperaturas médias acima de 21ºC e máximas acima de 26ºC (Figura 2), nesse caso a menor amplitude térmica na região Nordeste do RS proporciona temperaturas médias mais amenas para o desenvolvimento do milho e, consequentemente, menor gasto energético com o processo de respiração.

Figura 2. Fotossíntese líquida, bruta e respiração de plantas de milho em função da temperatura (A). Adaptado de: Bergonci e Bergamaschi (2002). Redução do potencial de produtividade de milho em função da temperatura média e máxima do ar durante todo o ciclo de desenvolvimento do milho em quatro regiões no Rio Grande do Sul (Nordeste, Sul, Centro e Noroeste) (B).
Fonte: Equipe Field Crops


Referências Bibliográficas

BERGONCI, J. I.; BERGAMASCHI, H. Ecofisiologia do milho. In: XXIV Congresso Nacional de Milho e Sorgo, Anais. Florianópolis, SC: ABMS/ EMBRAPA/EPAGRI, 2002.

PILECCO, I. B. et. al. Ecofisiologia do milho visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 2, 2024.

YANG, H. S. et al. Hybrid-maize—a maize simulation model that combines two crop modeling approaches. Field Crops Research, v. 87, n. 2-3, p. 131–154, 2004.

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