O mercado brasileiro de soja teve uma semana de dificuldades na definição dos preços e de ritmo moderado de negócios. Na primeira parte da semana, as cotações domésticas subiram e houve melhor movimentação. A partir da quinta, quando Chicago caiu forte, os preços recuaram e os negociadores se afastaram, arrastando a comercialização.

A saca de 60 quilos iniciou a semana a R$ 164,50 em Passo Fundo (RS) e encerrou ontem a R$ 163,00. Em Cascavel (PR), o preço recuou de R$ 164,50 para R$ 164,00 no período. Em Rondonópolis (MT), a cotação subiu de R$ 161,00 para R$ 170,00. Em Paranaguá, a saca seguiu estabilizada em R$ 170,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, acumularam desvalorização de 2,12% no período, encerrando a quinta a US$ 13,62 ¼. Com a previsão de chuvas em parte do Meio Oeste americano e o resultado ruim das exportações semanais, fundos e especuladores optaram por embolsar parte dos lucros recentes.

O mercado foi impactado também pelo temor com a disseminação da variante delta da covid em importantes países. O risco de atraso na recuperação da economia global fez os especuladores saírem de opções de maior risco e procurarem investimentos mais seguros. Houve desmonte de posições em commodities e não foi diferente com as commodities entre o final da semana passada e o início desta.

No câmbio, a semana foi de valorização. O dólar comercial subiu 1,86% no período, fechando ontem a R$ 5,211. A moeda se valorizou por dois fatores: as renovadas preocupações com a covid e os impactos sobre a recuperação da economia mundial; e o quadro político de incertezas no Brasil.

Fonte: Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Safras e Mercados
Autor: Dylan Della Pasqua - Agência SAFRAS

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