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Entrada da safrinha de milho trouxe pressão natural aos preços em julho

O mercado brasileiro de milho teve um mês de julho de pressão e quedas nas cotações nas principais praças de comercialização, salvo raras exceções. A entrada da safrinha, com a colheita evoluindo de modo geral, naturalmente pesou sobre os preços do cereal.

Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, os preços nos portos mostram-se até “saudáveis”, porém, os custos de fretes são altíssimos, trazendo preços baixos ao produtor e preços altos ao consumidor. “Apesar do ótimo início de embarques na exportação, a safrinha é recorde e necessita de escoamento nos próximos sessenta dias. Sem a devida vazão, acabará por complicar a logística brasileira da próxima safra de soja que chega ao mercado a partir de janeiro”, adverte.

Molinari lembra que são 82 milhões de toneladas chegando ao mercado em julho e agosto e, naturalmente, isso impacta fortemente em toda a logística. No entanto, em função do quadro conjuntural dos combustíveis, os fretes têm sido o grande fator de problemas para o escoamento desta safrinha 2022, comenta. “Tradings e consumidores internos pagam caro para retirar um milho, relativamente barato, da origem no produtor e colocar no destino final. Um milho com preços baixos ao produtor e caro ao consumidor, devido a fretes”, analisa.

As exportações começaram muito bem a sua temporada já passando de 14 milhões de toneladas acumuladas, avalia Molinari. “Enquanto as colheitas vão avançando, a logística brasileira tenta escoar o restante da safra de soja ainda presente no mercado interno e avançar no fluxo de escoamento da safrinha recorde de 2022”, observa. Ele indica que, sempre que há uma boa produção, o contexto da logística acaba pesando nos fretes internos. “Infelizmente, ainda temos um preço do óleo diesel caríssimo, apesar das baixas nos preços do petróleo e a concentração de colheita vai mantendo os fretes em patamares recordes”, comenta.

 Na Bolsa de Chicago, as atenções estão voltadas para o clima no Meio Oeste americano, com temperaturas elevadas e chuvas irregulares trazendo preocupações em determinadas áreas. No balanço mensal de julho até o dia 28, o contrato dezembro na CBOT saiu ao final de junho de US$ 6,19 ¾ o bushel para US$ 6,19 nesta quinta-feira (28). O comparativo mostra uma estabilidade. Porém, houve altos e baixos no mês com o mercado de clima influenciando e com as notícias sobre acordos para o corredor de exportação da Ucrânia também mexendo com o mercado, afora os temores com recessão global e instabilidade financeira, com efeitos no petróleo, outras commodities e oscilações no câmbio, que sempre afetam as bolsas de futuros de commodities. A máxima para o mês do contrato dezembro do milho em Chicago foi vista no dia 11 de julho, quando a bolsa bateu em US$ 6,58 ½. E a mínima em 22 de julho (US$ 5,61 ¾).

No mercado brasileiro, no disponível ao produtor, o preço do milho em Campinas/CIF caiu na base de venda em julho (até o dia 28) de R$ 88,50 a saca para R$ 85,00, baixa de 3,95%. Na região Mogiana paulista, o cereal caiu no comparativo de R$ 87,00 para R$ 80,00 a saca, -8,0%.

Em Cascavel, no Paraná, no comparativo mensal de julho, o preço recuou de R$ 86,00 para R$ 83,00 a saca, baixa de 3,5%%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação avançou de R$ 73,00 para R$ 78,00 a saca, alta de 6,8%. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço no balanço avançou de R$ 94,00 para R$ 95,00, +1,1%.

Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda em julho baixou de R$ 81,00 para R$ 80,00, queda de 1,2%. E em Rio Verde, Goiás, o preço na venda baixou de R$ 80,00 para R$ 77,00 a saca, baixa de 3,7%.

Fonte: Agência SAFRAS

Equipe Mais Soja
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