Com o objetivo de mitigar os efeitos da seca, especialmente em culturas de sequeiro como a soja, diversas estratégias têm sido adotadas no manejo das lavouras. Entre elas, destaca-se o uso de bioinsumos capazes de estimular respostas fisiológicas nas plantas que contribuam para a redução dos impactos do estresse abiótico, em especial o estresse hídrico.
Dentre os bioinsumos com essa aptidão, sobressaem-se as bactérias do gênero Bacillus, amplamente reconhecidas por sua atuação como promotoras do crescimento vegetal e indutoras de resistência a patógenos. Embora diferentes espécies desse gênero possam ser utilizadas na cultura da soja com o intuito de mitigar os efeitos do déficit hídrico, uma das mais bem adaptadas a esse cenário é Bacillus aryabhattai.
Na cultura da soja, Bacillus aryabhattai tem demonstrado contribuição relevante para o estabelecimento inicial da lavoura sob condições de estresse hídrico. Conforme observado por Silva & Silva (2023), além de favorecer a germinação das sementes de soja, a inoculação com Bacillus aryabhattai promove incremento significativo da parte aérea das plântulas e da massa fresca de raízes, evidenciando seu potencial como uma ferramenta eficiente de manejo para o estabelecimento da cultura em ambientes sujeitos à restrição hídrica.
Tabela 1. Efeito do tratamento de sementes de soja com doses de produto à base de Bacillus arybhattai sobre o desenvolvimento inicial de plântulas germinadas sob condições de estresse hídrico.

Essas bactérias contribuem para o aumento da tolerância das plantas aos estresses abióticos, promovendo o crescimento vegetal mesmo sob condições ambientais adversas (Bettiol, 2022). Quando inoculadas em culturas agrícolas, determinadas espécies de bactérias osmotolerantes, frequentemente associadas a ambientes extremos, como Bacillus spp., podem induzir de forma expressiva a atividade de enzimas antioxidantes, tais como catalase, superóxido dismutase e glutationa, fortalecendo o sistema de defesa antioxidante das plantas e ampliando sua tolerância ao déficit hídrico (Lacerda Júnior & Melo, 2022).
Nesse contexto, bactérias osmotolerantes como Bacillus aryabhattai podem favorecer a persistência e a tolerância da soja em condições de estresse, por meio do estímulo a respostas fisiológicas adaptativas e da melhoria de atributos fisiológicos da planta. Esses efeitos contribuem para maior resiliência da cultura a períodos curtos de restrição hídrica, especialmente durante a fase de estabelecimento inicial da lavoura.
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Referências:
BETTIOL, W. PESQUISA, DESENVOLVIMENTO E INOVAÇÃO COM BIOINSUMOS. Embrapa, Bioinsumos na cultura da soja, cap. 1, 2022. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1143066/bioinsumos-na-cultura-da-soja >, acesso em: 29/01/2026.
LACERDA JÚNIOR, G. V.; MELO, I. S. BACTÉRIAS ENVOLVIDAS NA MITIGAÇÃO DO ESTRESSE HÍDRICO. Embrapa, Bioinsumos na cultura da soja, cap. 11, 2022. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1143066/bioinsumos-na-cultura-da-soja >, acesso em: 29/01/2026.
SILVA, I. F. C.; SILVA, W. F. TOLERÂNCIA AO DÉFICIT HÍDRICO NA GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE SOJA TRATADAS COM Bacillus aryabhattai. Revista Cerrado Agrociências, v. 14, 2023. Disponível em: < https://revistas.unipam.edu.br/index.php/cerradoagrociencias/article/view/5149/3060 >, acesso em: 29/01/2026.





