Vendas postergadas: A comercialização da pluma mato-grossense para a safra 17/18 avançou 1,98 p.p. no mês de fev/19, alcançando, assim, 92,32% do total da produção estimada.

Neste sentido, o preço mensal negociado recuou 0,91%, ficando cotado a uma média mensal de R$ 103,05/@. Tal cenário vem sendo pautado, principalmente, pelos lotes disponíveis da pluma que apresentaram características de menor valor.

No que se refere à safra 18/19, a comercialização da fibra em MT avançou apenas 0,27 p.p. em fev/19, chegando assim a 66,97% da produção estimada já vendida. Com isso, as vendas da pluma futura ainda se mantêm abaixo em 4,95 p.p. se comparadas às do mesmo período do ano passado.

Neste contexto, a pouca evolução nas negociações da fibra vem sendo relacionada às incertezas no mercado atual, em que as principais potências mundiais (China e EUA) ainda não entraram num acordo comercial, desse modo dificultando novas negociações para a pluma brasileira.



Confira os principais destaques do boletim:

• Ainda em queda nesta semana, o preço Cepea apresentou leve desvalorização de 0,06%, sendo cotado a uma média de ¢ US$ 292,09/lp.

• Na última semana as cotações da ICE/NY apresentaram valorização de 0,67% para jul/19 e 0,37% para dez/19, sobretudo, em decorrência das notícias em torno de uma possível resolução na guerra comercial entre a China e os EUA.

• Pautado ainda pela incerteza quanto a reforma da previdência, a cotação da moeda americana e encerrou a semana com variação positiva de 3,18% e cotada a uma média de R$ 3,87/US$.

• Ainda em decorrência da baixa disponibilidade no mercado, o caroço de algodão apresentou avanço de 4,54% em relação à semana passada, ficando cotado a uma média de R$ 432,71/t.

MAIOR ENVIO: O Mdic divulgou as exportações da pluma no Brasil para fev/19, sendo 87,3 mil toneladas escoadas no país, já MT foi responsável por 61,18% dos envios brasileiros.

Assim, o Estado exportou 53,4 mil toneladas no mês, ficando à frente do que foi visto no ano passado se comparado ao mêsmo período. Tal escoamento atípico durante fev/19, vem em decorrência dos atrasos nos embarques da fibra desde o último quadrimestre do ano passado e, aliados ao baixo volume de importação do país, que podem acarretar em menor disponibilidade de navios nos portos.

Dessa maneira, as exportações foram postergadas, se refletindo em maiores envios em 2019. Nos próximos meses, é esperado que as exportações diminuam o ritmo progressivamente devido ao período de entressafra.

Por outro lado, vale ressaltar a preocupação para a safra 18/19 em relação ao fator logístico, tendo em vista que é esperado que o MT apresente um recorde de produção de algodão, o que pode influenciar nos embarques futuros da fibra.

Fonte: IMEA

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