O trigo em geral ainda sente os efeitos do relatório do USDA negativo para os preços da cultura. Grande parte das perdas vem da pressão do milho (que caiu – 4,99% para o vencimento em setembro), mas os dados divulgados na segunda-feira também não foram positivos para o trigo, visto que grande parte do mercado não esperava significativas alterações.

O único fechamento positivo de setembro 19 em Chicago, com os outros meses perto do equilíbrio dá pistas que o mercado deve corrigir a queda abrupta de preços. Kansas e Minneapolis continuaram em queda, mas devem seguir Chicago nos próximos dias.

Pouco influente na formação de preços do trigo americano, a Argentina entrou no radar pela forte desvalorização da sua moeda desde segunda-feira. Alguns analistas entendem que o cereal argentino está muito barato e pode disputar com vantagem algumas licitações internacionais. O que é pouco provável, já que o mercado argentino está travado nesse momento de incerteza e o volume total da safra é pequeno em relação aos produtores do Hemisfério Norte.

Fechamentos dos principais mercados

Com isto, o trigo soft de Chicago setembro fechou em alta de 0,05%; o trigo hard de Kansas City fechou em baixa de -2,23%; o trigo de primavera de Minneapolis fechou em baixa de -1,18%; o trigo para moagem de Paris setembro fechou em baixa de -0,60%; o trigo forrageiro de Londres novembro fechou em baixa de -0,70% e Austrália setembro fechou em estável.

Fonte: T&F Agroeconômica


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