O herbicida glifosato é uma das principais armas dos produtores rurais contra as plantas daninhas, espécies de vegetais que competem por água, luz e nutrientes com as plantações importantes para a agricultura como a soja, o milho e o algodão.

O composto teve suas propriedades herbicidas descobertas em meados da década de 1970, por John E. Franz, químico da Monsanto, fabricante americana de agroquímicos e de biotecnologia, e que foi adquirida pela alemã Bayer.

Lançado no mercado em 1974, sob o nome comercial Roundup, o produto teve sua patente expirada no ano 2000. Atualmente, ele é produzido e vendido por vários fabricantes em todo o mundo.

Origem dos transgênicos

Além de se estabelecer como uma arma eficiente no combate às plantas daninhas, o glifosato tem em sua história um outro fato importante. Foi a partir dele que se desenvolveu a soja geneticamente modificada (transgênica) resistente a herbicidas.

Tudo começou quando pesquisadores observaram que uma espécie de bactéria de solo estava se multiplicando na borda das embalagens do produto, demonstrando que era imune ao herbicida. Após muitas pesquisas, veio a ideia de inserir o mesmo gene de resistência presente nesta bactéria na planta da soja. Nascia aí a soja transgênica.

Antes disso, o produtor tinha que fazer o controle das plantas daninhas antes do plantio. Essa tecnologia permitiu que e os produtores pudessem a controlar as plantas daninhas mesmo durante o desenvolvimento a lavoura. Essa novidade chegou ao campo pela primeira vez nos Estados Unidos, na safra de 1996.

Banimento

Ao longo dos anos, algumas plantas daninhas tornaram-se resistentes ao glifosato em decorrência da má prática agrícola de alguns produtores. O não revezamento do tipo de molécula de herbicidas no planejamento de controle de pagas e doenças nas fazendas é um exemplo de prática erradas. Outra prática agrícola que contribuiu para o desenvolvimento de resistência das pragas é a não rotação de plantios diversos numa mesma área, ano após ano. Além disso, o agroquímico entrou há algum tempo na lista de produtos identificados como prejudiciais à saúde.

Em muitos países europeus, na Alemanha, inclusive, há frentes que defendem o banimento do glifosato nos campos. Segundo a bióloga paulistana Natalia Pasternak Taschner, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e presidente do Instituto Questão de Ciência, há sérios prejuízos para a agricultura mundial se o preconceito contra o glifosato seguir em frente.

“Há riscos de queda da produção além de riscos ambientais”, explica Natalia. “O glifosato é um herbicida eficiente e dos mais amigáveis para o meio ambiente, diferente de outros que estão no mercado.” Numa tabela do nível de toxicidade, o glifosato está no mesmo patamar do ácido cítrico presente em limões e laranjas e do álcool do vinho ou da cachaça. Ambos são considerados levemente tóxicos.

Logo depois, vem o bicarbonato de sódio, o cloreto de sódio (o bom e velho sal de cozinha) e a teobromina, muito presente no chocolate – esses produtos são considerados moderadamente tóxicos. Já a cafeína é considerada muito tóxica. E a nicotina, extremamente tóxica (veja a tabela abaixo).

O glifosato, como qualquer substância química, deve ser administrado de acordo com prescrição e orientação técnica de um agrônomo. O tratamento fitossanitário representa um alto investimento para o produtor agrícola e ele tem todo interesse na eficiência na utilização desses produtos. Aplicar pesticidas além do necessário, representa custo além do necessário e isso não interessa a ninguém. A tecnologia dos defensivos agrícolas é importante para garantir produtividade e a qualidade dos alimentos que chegam à mesa do consumidor.

Fonte: Portal Agrosaber: a pior praga é a desinformação

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Texto originalmente publicado em:
Portal Agrosaber: a pior praga é a desinformação
Autor: Portal Agrosaber: a pior praga é a desinformação

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