EXPORTAÇÃO DE ALGODÃO

Segundo os dados da Secex, em dez/22 Mato Grosso exportou 133,23 mil toneladas de pluma, quantidade que é 28,67% inferior ao observado em nov/22. No entanto, considerando o acumulado de ago a dez/22, já foram embarcadas 598,75 mil t da fibra, volume 7,20% superior ao registrado no mesmo período de 2021. Esse cenário ocorreu, principalmente, devido aos volumes exportados entre set e nov/22, que foram os mais altos da série histórica. Dessa forma, os níveis recordes de exportação observados nesse período foram resultado de um ciclo de colheita e beneficiamento mais adiantado em relação aos últimos anos, contribuindo para o adiantamento dos embarques. Por fim, segundo as estimativas de oferta e demanda do Imea, é estimado que 1,37 milhão de t de pluma da  safra 21/22 seja exportada, restando 56,30% da produção a ser escoada até jul/23.

Confira os destaques do boletim:

BAIXA: com a demanda do subproduto ainda fraca no estado, o preço do caroço disponível exibiu queda de 1,21% no comparativo semanal, cotado na média de R$ 1.282,72/t.

VALORIZAÇÃO: refletindo a alta nas cotações do petróleo nos últimos dias, o preço do poliéster apresentou incremento de 4,91% em relação à semana passada.

EVOLUÇÃO: a semeadura do algodão em Mato Grosso avançou 10,84 p.p. no comparativo semanal, atingindo 25,47% da área total estimada para o ciclo.

O Imea divulgou a primeira estimativa do custo de produção da safra 23/24 em Mato Grosso

De acordo com os dados do Instituto, o Custo Operacional Efetivo (COE) exibiu um recuo de 8,68% ante o que foi consolidado na safra 22/23, e ficou estimado em R$ 16.849,56/ha. Essa retração foi puxada, principalmente, pela queda de 28,11% nos custos com os fertilizantes, uma vez que representam 22,15% do COE. Vale ressaltar que a queda ante a
safra 22/23 é reflexo dos altos níveis de preços que
os fertilizantes alcançaram na temporada 22/23. Desse modo, considerando a mesma produtividade da temporada 22/23 em 115,76 @/ha, é necessário que o cotonicultor negocie a sua pluma a pelo menos R$ 145,56/@ para cobrir o seu COE. Por fim, cabe destacar que, apesar do recuo, o custo de produção do algodão continua superior ao que foi observado nas safras anteriores, pautado pelas expressivas valorizações observadas nos preços dos insumos, o que deve ser um ponto de atenção para o gerenciamento de custo do cotonicultor.

Fonte: Boletim semanal n° 658 – Algodão – IMEA



 

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