Apresentando bom desenvolvimento, a cultura entra agora no que é conhecido como o período crítico, pois o plantio está na fase de espigamento, altamente vulnerável às variáveis climáticas. No Estado, 19% das lavouras encontram-se na fase de desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e alongamento do colmo), 50% na fase de floração, 30% delas na fase de enchimento do grão e 1% delas encontra-se maduro para a colheita. Nesta safra, a área estimada pela Emater/RS-Ascar para o cultivo do trigo é de 739,4 mil hectares. A área de cultivo de trigo no RS corresponde a 37% da área brasileira de plantio com o grão.

Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí (30% da área do Estado), que engloba os Coredes Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, em 20% da área de 221 mil hectares a cultura encontra-se na fase de desenvolvimento vegetativo (final do estádio de perfilhamento e iniciando elongação), 60% em início da floração, 17% na fase de enchimento do grão e 3% maduro para colher. A cultura apresenta excelente desenvolvimento; lavouras com elevada densidade de espigas, grande número de grãos por espigueta, porte médio, não apresentando acamamento. As plantas mostram pequenos sintomas de incidência de oídio e helmintosporiose (mancha amarela) nas folhas basais. A folha bandeira está bem desenvolvida e sem incidência de doenças. As espiguetas vêm apresentando baixa incidência de giberela (doença que afeta a espiga).

 Há presença de pulgões nas espigas, mas o controle tem sido adequado. Na regional de Santa Rosa (27% da área de trigo do Estado), que compreende os Coredes Fronteira Noroeste e Missões, 5% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo (iniciando a elongação), 48% em floração com emissão da espiga, 45% em enchimento de grãos e 2% maduro por colher. Devido às temperaturas elevadas para a época, percebe-se forte pressão de inóculos e agentes patógenos das doenças foliares sobre as lavouras de trigo; em especial, oídio, o que deixa os produtores em estado de alerta, sendo necessário manter regularmente as aplicações de fungicidas para controle de oídio e também de manchas foliares e ferrugem.

Outro manejo adequado à situação da cultura é a aplicação de fungicidas nas lavouras em floração e espigamento para prevenir contra a giberela. Muitas lavouras estão recebendo a terceira aplicação de fungicidas, e muitos produtores aplicam inseticida para controle da infestação de pulgão. Apesar da necessidade destes manejos fitossanitários, o aspecto geral das lavouras de trigo é considerado bom; até o momento, a tendência é a manutenção da produtividade média para a região, ou seja, acima de 2,5 toneladas por hectare. Na regional de Frederico Westphalen (14% da área no Estado), que corresponde aos Coredes Rio da Várzea e Médio Alto Uruguai, em 14% das lavouras o trigo está em desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e alongamento do colmo), 53% em início da floração e 33% delas encontram-se na fase de enchimento do grão.

A cultura apresenta bom aspecto visual, e os agricultores realizaram aplicações preventivas de fungicidas e adubação nitrogenada em cobertura. Na regional de Passo Fundo (6,5% da área com trigo no Estado), que engloba os Coredes Produção e Nordeste, 20% da cultura encontra-se na fase de desenvolvimento vegetativo, 60% em floração e 20% na fase de enchimento do grão. Os produtores monitoram pragas e doenças, realizando controle quando necessário. Destaque para os municípios de Não-Me-Toque (com seis mil hectares) e Lagoa Vermelha (com quatro mil hectares), cujo rendimento em 2018 foi de 3,6 toneladas por hectare, acima da média do Estado, que é de 2,46 toneladas por hectare.

Na regional de Santa Maria (5,5% da área do Estado), que engloba os Coredes Central, Vale do Jaguari e Jacuí Centro, as chuvas generalizadas da semana contribuíram para o bom desenvolvimento das plantas. Muitos produtores ainda fazem os tratos culturais, tais como a adubação de cobertura e o controle preventivo de pragas e doenças. Em 30% da área, o trigo encontra-se na fase de desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e alongamento de colmos), 35% no início da floração e 35% na fase de enchimento do grão.



Na região, as maiores áreas estão situadas em Tupanciretã, com 14,8 mil hectares; Santiago, com 5,5 mil hectares; Júlio de Castilhos e Capão do Cipó, com estimativa de cinco mil hectares de área cultivada com trigo em cada município. Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé (5,1% da área com trigo no Estado), que engloba os Coredes Campanha e Fronteira Oeste, 18% das lavouras encontram-se na fase de desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e alongamento dos colmos), 32% na fase de floração e 50% na fase de enchimento do grão.

 Nas lavouras em fase de desenvolvimento vegetativo, os produtores ainda realizam a adubação nitrogenada; naquelas em floração, ocorre manejo sanitário, principalmente com aplicação de fungicidas para o combate do oídio e de inseticida para o controle do pulgão. Os municípios com maior estimativa de área cultivada com a cultura do trigo são os seguintes: São Borja, com 13 mil hectares (30% em floração e 70% na fase de enchimento do grão); Itaqui, com seis mil hectares (25% na fase de desenvolvimento vegetativo, 50% em floração e 25% em enchimento do grão) e São Gabriel, com quatro mil hectares (70% na fase de desenvolvimento vegetativo e 30% na floração).

Na regional de Caxias do Sul (4% da área do Estado), que corresponde aos Coredes Serra, Campos de Cima da Serra e Hortênsias, 60% das lavouras encontram-se na fase de desenvolvimento vegetativo, 25% na fase de floração, 14% em enchimento do grão e 1% maduro para colher. Nos Campos de Cima da Serra, as lavouras encontram-se na fase de elongação do colmo, com ótimo aspecto de plantas, o que indica até o momento uma expectativa de boa produtividade, desde que as condições do tempo sejam favoráveis até a colheita.

Nas folhas do baixeiro, há ocorrência de oídio, exigindo a atenção por parte dos produtores e o uso de fungicidas específicos. Nos municípios de menor altitude na região da Serra, as lavouras encontram-se na fase de emissão da espiga, florescimento e enchimento de grãos, exigindo a aplicação de fungicidas para manter as lavouras com baixa incidência de doenças

. Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim (com 3,3% da área do Estado), que corresponde ao Alto Uruguai, 50% das lavouras de trigo estão na fase de desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e alongamento dos colmos), 40% em floração e 10% na fase de enchimento do grão.

No geral as lavouras de trigo na região estão em bom estado de desenvolvimento. Produtores realizam tratamentos preventivos, principalmente em lavouras plantadas no início do período recomendado pelo zoneamento, em especial visando o oídio. Destaque para os municípios de Sertão, com quatro mil hectares; Cruzaltense, com dois mil hectares; e Ipiranga do Sul, com 1,8 mil hectares. Na regional de Soledade (com 3% da área com trigo no Estado), que engloba os Coredes Alto da Serra do Botucaraí e Vale do Rio Pardo, em 40% das lavouras da região a fase é de desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e elongação do colmo), 40% delas estão em floração e 20% na fase de enchimento do grão. Beneficiam a cultura as chuvas regulares nas últimas semanas, associadas à boa radiação solar e às temperaturas amenas/elevadas. A maior parte da área cultivada na região está na fase de espigamento/florescimento.

Nesta época, a ocorrência de chuvas semanais em breves períodos minimiza o risco de giberela, doença de infecção floral favorecida por períodos prolongados de chuvas. De uma maneira geral, as lavouras apresentam bom estado fitossanitário por conta dos tratamentos fúngicos que continuam sendo realizados.

Mercado (saca de 60 quilos)

Segundo levantamento semanal da Emater/RS-Ascar, o preço médio semanal do trigo no Rio Grande do Sul foi de R$ 41,00/sc., reduzindo -1,20% em relação ao da semana anterior. Na regional de Ijuí, os preços praticados ficaram entre R$ 41,00 e R$ 43,00/sc.; foi comercializado no disponível a R$ 52,00/sc. em Cruz Alta.

Na região de Santa Rosa, o preço médio pago aos produtores apresentou redução de R$ 40,12 para R$ 39,08/sc. para trigo com PH 78. Na região de Caxias do Sul, o trigo foi comercializado a R$ 42,00/sc. para PH 78. O preço médio recebido na regional de Passo Fundo foi de R$ 42,00/sc. O preço mínimo para o trigo em grão tipo 1 (pão) com PH 78, safra 2019-2020 para a região Sul do Brasil é de R$ 40,57/sc., estabelecido pela Portaria nº 31, de 11/03/2019.

Fonte:  Emater/RS

Texto originalmente publicado em:
Informativo Conjuntural n° 1572
Autor: Emater/RS

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